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Metais básicos fecham em queda

Na LME, o cobre para três meses fechou em baixa de 1,61%, a US$ 9.544,00 por tonelada

Gustavo Nicoletta, da Agência Estado ,

26 de abril de 2011 | 16h08

Os preços dos contratos futuros dos metais básicos fecharam em baixa na London Metal Exchange (LME) em sua primeira sessão desta semana, visto que até ontem os mercados financeiros não funcionaram no Reino Unido por causa do feriado prolongado de Páscoa. Os metais foram pressionados pela expectativa de mais aperto monetário na China, fator que já havia pesado sobre essas commodities na segunda-feira. Na New York Mercantile Exchange (Nymex), que operou normalmente ontem, o contrato futuro do cobre subiu, impulsionado pela fraqueza do dólar e por compras de pechincha.

Durante o feriado de Páscoa, surgiram notícias de que a China teria elevado a taxa mínima de adequação de capital dos cinco maiores bancos do país numa tentativa de conter a inflação, o que deixou o mercado preocupado com a possibilidade de o governo local anunciar em breve uma nova medida para restringir o crédito e potencialmente a demanda por metais básicos. A notícia foi negada pela agência reguladora responsável pelo sistema bancário da China posteriormente, mas os investidores continuaram nervosos.

Na rodada livre de negócios (kerb) da tarde da LME, o contrato do cobre para três meses fechou em baixa de US$ 156,00, ou 1,61%, a US$ 9.544,00 por tonelada. Na Comex, divisão de metais da Nymex, o contrato do cobre para maio subiu US$ 0,0160, ou 0,37%, para US$ 4,3190 por libra-peso, impulsionado pela fraqueza do dólar. Perto do horário de fechamento dos mercados de metais, o euro avançava 0,43%, para US$ 1,4636, enquanto a moeda norte-americana caía 0,12%, para 81,62 ienes.

"Suspeito que estamos num período em que há pouca variação nos preços e em que a fraqueza do dólar desempenha um papel fundamental no direcionamento do mercado", disse o analista Ted Arnold, da Ambrian Commodities.

Entre outros metais básicos negociados na LME, o contrato do chumbo para três meses fechou em queda de US$ 43,00, a US$ 2.558,00 por tonelada, enquanto o contrato do zinco recuou US$ 99,00, para US$ 2.260,50 por tonelada. O contrato do alumínio subiu US$ 2,00, para US$ 2.746,00 por tonelada. O contrato do níquel perdeu US$ 250,00 e encerrou a sessão a US$ 26.650,00 por tonelada. O contrato do estanho fechou em alta de US$ 20,00, a US$ 32.720,00 por tonelada.

No segmento dos metais preciosos, o contrato do ouro para junho negociado na Comex recuou US$ 5,60, ou 0,37%, para US$ 1.503,50 por onça-troy, enquanto o contrato da prata para maio teve queda de US$ 2,099, ou 4,45%, para US$ 45,05 por onça-troy. Ambas as commodities atingiram recorde na sessão anterior e hoje foram pressionadas pela realização de lucros.

No caso da prata, "o mercado estava se aproximando de US$ 50 e esse era um acidente que aconteceria a qualquer momento", disse Bill O'Neill, diretor da Logic Advisors. "O elemento especulativo impulsionou os preços da prata para um nível simplesmente irreal", acrescentou. A onda de vendas do metal ganhou força depois de o CME Group, que gerencia a Nymex, afirmar que elevará o nível de capital que exige dos investidores para permitir que eles comprem futuros da prata.

O CME disse que o volume de negócios com o metal hoje atingiu um recorde de 319.204 contratos, superando a máxima histórica anterior, de 201.216 contratos, registrada em 9 de novembro. As informações são da Dow Jones.

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