Metais básicos fecham em queda

Na Comex,  contrato do cobre fechou em queda de 3,15%, em US$ 3,9915 por libra-peso

Clarissa Mangueira, da Agência Estado ,

23 de maio de 2011 | 15h47

Os contratos futuros do cobre negociados na London Metal Exchange (LME) fecharam em queda de 3,1%, depois que dados econômicos fracos da China e a valorização do dólar levaram os preços dos metais básicos a recuarem acentuadamente.

Os metais básicos caíram amplamente no início da sessão depois que a Administração Geral Alfandegária da China reportou que as importações de cobre refinado recuaram 48% em abril, para 160.236 toneladas, em comparação com o mesmo período do ano passado. Em bases mensais, a importações diminuíram 17%.

Os analistas atribuíram a queda significativa aos estoques "escondidos". Participantes da indústria estimam que entre 500 mil e 700 mil toneladas de cobre refinado estão estocadas nos armazéns da alfândega chinesa, onde produtos podem ser mantidos sem pagar um imposto de valor agregado de 17%.

Já a leitura preliminar do Índice dos Gerentes de Compra (PMI, na sigla em inglês) HSBC da China, um termômetro da atividade manufatureira do país, caiu para 51,1 em maio, de uma leitura final de 51,8 em abril. Foi o menor nível dos últimos 10 meses, aumentando o temor de uma desaceleração econômica no país.

O contrato do cobre para três meses encerrou a sessão na LME com declínio de US$ 278, em US$ 8.793,00 a tonelada, após ter registrado uma máxima de US$ 9.055,50 a tonelada.

Indicadores de curto prazo sugerem que o cobre vai permanecer abaixo de US$ 9.148,00 a tonelada, dentro de sua recente faixa, afirmou Brenda Sullivan, analista da Sucden Financial.

Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o contrato do cobre para julho fechou em queda de US$ 0,1300, ou 3,15%, em US$ 3,9915 por libra-peso.

Entre os outros metais negociados na LME, o contrato do estanho para três meses encerrou com baixa de US$ 1.050,00, ou 3,8%, em US$ 26.700,00 a tonelada, enquanto o do níquel recuou US$ 1.145,00, ou 4,9%, para US$ 22.395,00 a tonelada.

O contrato do alumínio para três meses caiu apenas US$ 22,00, ou 0,9%, para US$ 2.478,00 a tonelada. Sullivan afirmou, contudo, que o metal pode recuar ainda mais, pelo menos no custo prazo.

O contrato do chumbo para três meses cedeu US$ 61,00, para US$ 2.449,00 a tonelada, enquanto o do zinco caiu US$ 32,00, para US$ 2.119,00 a tonelada.

No mercado de metais preciosos, os contratos futuros do ouro fecharam em alta, à medida que as preocupações sobre o crescimento econômico na Europa e na China levaram os traders a buscarem ativos considerados mais seguros. No entanto, a compra foi limitada pela alta do dólar. O contrato do ouro para junho subiu US$ 6,50, ou 0,43%, para US$ 1.515,40 por onça-troy, na Comex. As informações são da Dow Jones.

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