Metais básicos fecham em queda acentudada

Na rodada livre de negócios da tarde da LME, o contrato do cobre para três meses caiu 2,48%, para US$ 8.299,00 por tonelada

Gustavo Nicoletta, da Agência Estado ,

27 de outubro de 2010 | 16h28

Os preços dos contratos futuros dos metais básicos fecharam em queda acentuada, pressionados pelo avanço do dólar ante outras moedas fortes após alguns investidores passarem a acreditar que o Federal Reserve (Fed, banco central americano) deve anunciar um programa de afrouxamento quantitativo que envolverá pequenas - e não grandes, como previa-se originalmente - aquisições de Treasuries (títulos do Tesouro americano).

Um volume menor de aquisições de títulos do governo dos EUA pelo Fed é favorável para o dólar em oposição a um grande volume de compras desses papéis porque, dessa forma, não será despejada uma quantidade tão grande da moeda norte-americana na economia. Isso em tese diminui a necessidade dos investidores de adquirir commodities como os metais básicos e o ouro na tentativa de se proteger da inflação.

Na rodada livre de negócios (kerb) da tarde da Bolsa de Metais de Londres (LME, na sigla em inglês), o contrato do cobre para três meses caiu US$ 211,00, ou 2,48%, para US$ 8.299,00 por tonelada. Na Comex, divisão de metais da Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês), o contrato do cobre para dezembro recuou US$ 0,0935, ou 2,42%, para US$ 3,7755 por libra-peso, com mínima de US$ 3,7605 e máxima de US$ 3,90 ao longo da sessão.

Entre outros metais básicos negociados na LME, o contrato do chumbo para três meses fechou em baixa de US$ 49,00, a US$ 2.544,00 por tonelada, enquanto o contrato do zinco recuou US$ 105,00, para US$ 2.510,00 por tonelada. O contrato do alumínio caiu US$ 66,50, para US$ 2.323,00 por tonelada. O contrato do níquel perdeu US$ 490,00 e encerrou o dia a US$ 22.805,00 por tonelada, enquanto o contrato do estanho fechou em queda de US$ 650,00, a US$ 26.000,00 por tonelada.

Segundo o analista da MF Global, Edward Meir, os metais devem continuar perdendo força no curto prazo, acompanhando os mercados de ações e de câmbio. "Suspeitamos que as vendas possam ter mais espaço agora porque já foram iniciadas, mas a correção pode ter vida curta, como vimos depois do aumento nos juros da China."

Operadores disseram que os preços dos metais continuam oscilando dentro dos intervalos recentes e que o prognóstico ainda é positivo graças ao forte apetite dos investidores por commodities.

Entre os metais preciosos, o contrato do ouro para dezembro negociado na Comex caiu US$ 16,00, ou 1,20%, para US$ 1.322,60 por onça-troy, pressionado pela nova perspectiva em relação ao potencial programa de afrouxamento quantitativo do Fed.

"Se a expectativa está mudando para uma abordagem mais gradual em vez de uma abordagem de choque, isso pode minar os metais preciosos no curto prazo", disse Jim Steel, vice-presidente e analista de metais do HSBC em Nova York. As informações são da Dow Jones.

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