Metais básicos fecham sem direção comum

Pela primeira vez nesta semana, ouro supera US$ 1.200

Gustavo Nicoletta, da Agência Estado,

26 de maio de 2010 | 15h42

Os preços dos contratos futuros dos metais básicos fecharam em direções divergentes, divididos entre a pressão da depreciação do euro ante o dólar, que torna as commodities denominadas na moeda norte-americana mais caras para os investidores europeus, e o suporte oferecido pelo avanço nos mercados de ações e por indicadores positivos sobre a economia, segundo operadores.

Pouco antes do horário de fechamento do mercado de metais, o euro operava a US$ 1,2222, de US$ 1,2328 na terça-feira, em meio a receios de que a crise de confiança nas dívidas de países periféricos europeus possa afetar também o sistema bancário da região.

Hoje, o Departamento de Comércio dos EUA anunciou que as encomendas de bens duráveis do país cresceram 2,9% em abril, mais do que o previsto, e que as vendas de imóveis residenciais novos aumentaram 14,8% no mesmo período. O fato de a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) ter elevado sua estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) dos países do grupo também deu suporte.

De acordo com o Standard Bank, os indicadores mundiais sinalizam o fortalecimento dos fundamentos dos metais, mas os problemas na zona do euro estão mantendo os investidores nervosos. "Se os metais desvincularem-se dos mercados financeiros e, em vez disso, tiverem como foco a economia real, o prognóstico para os metais básicos seguirá positivo."

Na rodada livre de negócios (kerb) da tarde da London Metal Exchange (LME), o contrato do cobre para três meses subiu US$ 48,00, ou 0,71%, para US$ 6.778,00 por tonelada, acima da média de negociação das últimas 10 sessões, de US$ 6.764,00 por tonelada, o que indica o início de uma melhora no quadro técnico dos preços, segundo operadores. Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o contrato do cobre para julho avançou US$ 0,0385, ou 1,27%, para US$ 3,0805 por libra-peso, com mínima de US$ 3,0530 e máxima de US$ 3,1185 ao longo da sessão.

 

Entre outros metais básicos negociados na LME, o contrato do chumbo para três meses fechou em alta de US$ 11,00, a US$ 1.751,00 por tonelada, enquanto o contrato do zinco subiu US$ 35,00, para US$ 1.890,00 por tonelada. O contrato do alumínio recuou US$ 2,50, para US$ 2.014,50 por tonelada, enquanto o contrato do níquel perdeu US$ 75,00, para US$ 21.115,00 por tonelada. O contrato do estanho fechou em queda de US$ 45,00, a US$ 17.550,00 por tonelada.

O preço do ouro sobe

Entre os metais preciosos, o contrato do ouro para junho subiu US$ 15,40, ou 1,29%, para US$ 1.213,40 por onça-troy, com mínima de US$ 1.201,00 e máxima de US$ 1.216,90 ao longo da sessão. Essa foi a primeira vez em uma semana que esse contrato encerrou o dia acima de US$ 1.200 por onça-troy. O contrato do metal para agosto, que possui um número maior de contratos em aberto, fechou em alta de US$ 15,50, ou 1,3%, para US$ 1.215,30 por onça-troy.

Segundo operadores, o ouro continua atraindo investidores em busca de segurança por conta dos problemas na Europa. "As pessoas chegaram a pensar certa vez que o euro era um abrigo contra o dólar, mas obviamente a moeda não é abrigo contra nada", disse John Hathaway, gerente de carteiras de investimento do Tocqueville Gold Fund. As informações são da Dow Jones.

 

 

 

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