Metais básicos recuam com preocupação sobre solvência de bancos

Entre os metais preciosos, o contrato do ouro subiu 0,34%, para US$ 1.198,00 por onça-troy

Gustavo Nicoletta, da Agência Estado,

25 de maio de 2010 | 15h40

Os preços dos contratos futuros do cobre e dos demais metais básicos fecharam em baixa, pressionados pela preocupação dos investidores com a solvência dos bancos espanhóis e com a tensão entre as Coreias do Norte e do Sul.

Na rodada livre de negócios (kerb) da tarde da London Metal Exchange (LME), o contrato do cobre para três meses caiu US$ 175,00, ou 2,53%, para US$ 6.730,00 por tonelada, com mínima intraday de US$ 6.661,50 por tonelada. Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o preço do contrato do cobre para julho recuou US$ 0,1055, ou 3,35%, para US$ 3,0420 por libra-peso, com mínima de US$ 3,0075 e máxima de US$ 3,1195 ao longo da sessão.

Entre outros metais básicos negociados na LME, o contrato do chumbo para três meses fechou em queda de US$ 89,00, a US$ 1.740,00 por tonelada, enquanto o contrato do zinco caiu US$ 70,00, para US$ 1.855,00 por tonelada. O contrato do alumínio recuou US$ 66,00, para US$ 2.017,00 por tonelada, enquanto o contrato do níquel perdeu US$ 1.010,00, para US$ 21.190,00 por tonelada. O contrato do estanho fechou em queda de US$ 130,00, a US$ 17.595,00 por tonelada.

Os receios com a possibilidade de os bancos europeus enfrentarem problemas de solvência e de baixa liquidez aumentaram diante do avanço nas taxas de juro de curto prazo no mercado interbancário. O fato de quatro instituições de poupança espanholas terem assinado ontem um protocolo para fundir suas operações também agravou essas preocupações.

No fim de semana, o banco central da Espanha anunciou que faria uma intervenção na instituição de poupança CajaSur, que anteriormente tentou, sem sucesso, chegar a um acordo de fusão com a Unicaja.

Diante disso, os investidores estão liquidando posições compradas nos metais e aguardando um período mais calmo para os mercados. "De forma geral, a coisa está um pouco feia", disse um operador de Londres. "Provavelmente veremos declínio (em termos de preço)."

Os metais, no entanto, seguem operando acima das mínimas recentes - diferentemente do que ocorre no mercado de ações -, o que diminui uma potencial pressão sobre os preços decorrente de investidores que operam com base em fatores técnicos. Mesmo com a desvalorização de hoje, o cobre, o níquel e o chumbo continuam acima das mínimas dos últimos dois dias e num patamar superior aos níveis técnicos de suporte.

O volume de negociações da sessão foi relativamente baixo, refletindo a saída de investidores do mercado. "Muito do interesse diminuiu porque tudo está muito volátil", afirmou um operador em Londres. Analistas afirmam que os metais terão dificuldades para encontrar estabilidade até que os temores ligados à zona do euro diminuam.

Entre os metais preciosos, o contrato do ouro para junho negociado na Comex subiu US$ 4,00, ou 0,34%, para US$ 1.198,00 por onça-troy, com mínima de US$ 1.185,20 e máxima de US$ 1.200,40 ao longo da sessão. O avanço foi motivado pela busca por ativos seguros, segundo Dave Meger, diretor de negociações com metais da Vision Financial Markets. Ele acrescentou que o ouro também recebeu suporte do vencimento das opções, com uma série de posições com preço de exercício de US$ 1.200 puxando o valor do metal para cima. As informações são da Dow Jones.

 

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