Metais básicos recuam, mas receio com Europa ainda pesa

Entre os metais preciosos, o contrato de ouro para junho caiu 0,26%, para US$ 1.168,80 por onça-troy

Gustavo Nicoletta, da Agência Estado,

29 de abril de 2010 | 15h21

Os preços dos contratos futuros do cobre e da maioria dos demais metais básicos caíram, ainda sentindo os efeitos da onda de vendas registrada nessa semana provocada pelas preocupações com os riscos do elevado déficit fiscal dos países periféricos europeus. "As pessoas estão relutantes em voltar ao mercado. Precisamos de garantias da zona do euro para assumir grandes posições", disse um operador londrino.

Segundo alguns operadores, a desvalorização dos metais nas últimas sessões prejudicou o horizonte técnico de curto prazo dos preços, afastando do mercado fundos que negociam com base nesse fator. Analistas do JPMorgan disseram que a correção "brutal" desta semana provavelmente afetará a confiança dos investidores por algum tempo, particularmente diante da perspectiva nebulosa para o euro.

"Para fatores micro - como o reabastecimento dos estoques e a melhora na demanda dos consumidores finais - voltarem a influenciar os preços, o ruído do risco soberano na Europa precisa diminuir", avaliaram os analistas do banco.

Na rodada livre de negócios (kerb) da tarde da London Metal Exchange (LME), o contrato do cobre para três meses caiu US$ 45,00, ou 0,61%, para US$ 7.355,00 por tonelada. Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o preço do contrato do cobre para maio recuou US$ 0,0350, ou 1,04%, para US$ 3,3335 por libra-peso, com mínima de US$ 3,3160 e máxima de US$ 3,3940 ao longo da sessão.

Entre outros metais básicos negociados na LME, o contrato do chumbo para três meses fechou em queda de US$ 10,00, a US$ 2.227,00 por tonelada, enquanto o contrato do zinco caiu US$ 62,00, para US$ 2.268,00 por tonelada. O contrato do alumínio avançou US$ 11,00, para US$ 2.200,00 por tonelada, enquanto o contrato do níquel perdeu US$ 250,00, para US$ 25.350,00 por tonelada. O contrato do estanho fechou em alta de US$ 175,00, a US$ 18.150,00 por tonelada.

Entre os metais preciosos, o contrato do ouro para junho negociado na Comex caiu US$ 3,00, ou 0,26%, para US$ 1.168,80 por onça-troy, com máxima de US$ 1.171,80 e mínima de US$ 1.162,20 durante a sessão, pressionado pela realização de lucros. De acordo com Michael Gross, operador e analista de futuros da OptionSellers.com, parte das vendas pode ter sido motivada pelo aparente progresso da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional em relação ao pacote de auxílio à Grécia.

"A maioria das pessoas está relativamente confiante de que a Alemanha vai resgatar" os gregos, disse Gross. "É uma questão de quando e como", acrescentou. Ele estimou que o nível técnico de suporte do ouro para junho está em US$ 1.129,50 por onça-troy, com resistência em US$ 1.175,30 por onça-troy. As informações são da Dow Jones.

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