Metais básicos têm dia de queda

Por volta das 10h15 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na LME caía 0,9%, para US$ 9.755,25 por tonelada

Danielle Chaves, da Agência Estado ,

17 de fevereiro de 2011 | 11h15

O cobre está sendo fortemente vendido nesta manhã, à medida que cresce o nervosismo com o aumento dos estoques e com o desequilíbrio entre investimento e demanda física, o que leva a uma grande correção nos preços. Também pesa sobre os metais a aversão ao risco gerada pelas preocupações com inflação em todo o mundo e pela perspectiva de mais aperto monetário.

Por volta das 10h15 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) caía 0,9%, para US$ 9.755,25 por tonelada, bem longe do recorde de US$ 10.190 por tonelada atingido na terça-feira. Na Comex, o cobre para março recuava 0,44%, às 10h40 (de Brasília), para US$ 4,4505 por libra-peso.

A divergência entre o alto preço do cobre e o fraco mercado físico está "finalmente sendo percebida" pelos investidores, comentou um operador. "Os investidores estão percebendo o aumento dos estoques e finalmente reconhecendo que a China não vai pagar esses preços para reabastecer seus armazéns", disse o operador.

De acordo como relatório diário da LME, os estoques de cobre subiram 1,4 mil toneladas ontem, para 407.200 toneladas, o maior nível em seis meses. "Até que o mercado físico melhore, o cobre terá problemas", afirmou o operador, acrescentando que a correção poderá ser ainda maior caso o preço do metal feche abaixo de US$ 9.750 por tonelada.

O estanho apresenta a maior queda entre os metais básicos e atingiu a mínima em duas semanas. Por volta de 10h15, o estanho caía 4,1%, para US$ 31.180 por tonelada, depois de ceder 5% no começo do dia, para a mínima de US$ 30.801 por tonelada. No entanto, participantes do mercado afirmam que todos os indicadores ainda apontam para os fundamentos saudáveis do estanho. "Diferentemente do cobre, os fundamentos do estanho permanecem extremamente bons", disse um operador.

A produção de estanho da Indonésia pode cair para entre 60 mil e 70 mil toneladas neste ano, de 79 mil toneladas em 2010, segundo a associação que representa as fundidoras da região. Essa previsão é bem menor do que a de 90 mil toneladas divulgada em janeiro pelo governo indonésio.

Entre os outros metais negociados na LME, às 10h15, o alumínio caía 0,4%, para US$ 2.494 por tonelada; o zinco recuava 0,01%, para US$ 2.485,75 por tonelada; o níquel perdia 1,5%, para US$ 28.150 por tonelada; e o chumbo cedia 0,4%, para US$ 2.581,75 por tonelada. As informações são da Dow Jones.

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