Metais básicos têm direções distintas

Mercado segue pautado pelo enfraquecimento das perspectivas sobre demanda chinesa e também pelos contínuos recuos dos estoques em Londres

Clarissa Mangueira, da Agência Estado,

18 de agosto de 2010 | 09h35

Os contratos futuros dos metais básicos negociados na London Metal Exchange (LME) têm direções divergentes, pressionados pelo enfraquecimento das perspectivas sobre a demanda da China. No entanto, os metais encontram certo suporte com os contínuos declínios dos estoques em Londres.

Às 8h23 (de Brasília), o contrato do cobre para três meses recuava 0,3%, para US$ 7.363,00 por tonelada, enquanto o de alumínio caía 0,6%, para US$ 2.128,00 por tonelada. O contrato do zinco para três meses avançava 0,4%, para US$ 2.131,00 por tonelada, enquanto o do níquel apresentava estabilidade, em US$ 21.950,00 por tonelada. O contrato do chumbo avançava 0,4%, para US$ 2.140,00, enquanto o do estanho caía 0,5%, para US$ 21.200,00 por tonelada.

Segundo os participantes do mercado, os temores sobre uma desaceleração da demanda da China, o maior consumidor de metais do mundo, estão aumentando, após as medidas adotadas pelo governo do país para esfriar o mercado imobiliário local.

"Visto que uma parte da demanda (da China) poder ser atendida pela produção doméstica, isso pode conduzir a uma queda das importações que, por sua vez, pode pressionar os preços dos metais", afirmou o Commerzbank em nota.

Os preços do zinco também podem ficar sob pressão, diante das perspectivas de um aumento dos níveis de produção da China com a conclusão dos programas de manutenção sazonal das fundições do país.

As sustentadas quedas nos estoques dos metais básicos, com os do cobre apresentando seus patamares mais baixos desde novembro, continuam a dar suporte ao mercado, afirmaram os traders.

Os estoques do cobre recuaram 1.725 toneladas na terça-feira em Londres, para 403.300 toneladas. Os do zinco e do níquel também caíram, em 500 toneladas e 440 toneladas, respectivamente. Já os estoques do alumínio aumentaram 20.975 toneladas, para a 4.469.775 toneladas.

Os preços também estão encontrando certo suporte da renovada especulação sobre aquisições no setor de mineração, que está aumentando o apetite por risco dos players do mercado, destacou o Commerzbank.

Na Comex eletrônica, o cobre para dezembro recuava 0,01% para US$ 3,3580 por libra peso, às 9h25 (de Brasília). As informações são da Dow Jones.

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