Metais caem; cobre atinge mínima em quase quatro semanas em Londres

Temor é de que os altos preços do petróleo provoquem medidas governamentais de combate à inflação e levem à desaceleração da economia global, prejudicando também a demanda por commodities industriais

Danielle Chaves, da Agência Estado,

23 de fevereiro de 2011 | 09h28

O cobre caiu para uma mínima em quase quatro semanas na London Metal Exchange (LME), em meio aos temores de que os elevados preços do petróleo possam provocar medidas governamentais de combate à inflação. Tais medidas podem desacelerar a recuperação da economia global, o que potencialmente reduziria a demanda por metais industriais.

Ontem o governante da Líbia, Muamar Kadafi, afirmou que não vai renunciar, o que manteve o petróleo em alta e prejudicou o apetite por ativos de maior risco, como ações e metais.

O cobre, que é amplamente usado nos setores de construção, eletrônicos e automotivo, foi particularmente afetado. Aumentam as especulações de que a China, o maior consumidor de cobre do mundo, possa apertar ainda mais sua política monetária. Às 8h45 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na LME caía 0,9%, para US$ 9.494 por tonelada, depois de chegar à mínima de US$ 9.459,75 por tonelada, o preço mais baixo desde 28 de janeiro.

Os estoques também pressionam os preços do metal. Embora tenham diminuído 50 toneladas na LME hoje, para 411.700 toneladas, os estoques de cobre estão 9% maiores do que no começo do ano. Além disso, a queda abaixo de níveis de resistência importantes estão disparando ordens de venda e realização de lucro. Segundo analistas, o cobre pode cair até US$ 9.260 por tonelada antes de se tornar atrativo para os investidores.

Outros metais básicos acompanharam o desempenho do cobre. Às 8h45, o zinco caía 0,6%, para US$ 2.476 por tonelada; o níquel recuava 1,7%, para US$ 28.175 por tonelada; o chumbo cedia 1,2%, para US$ 2.535 por tonelada; e o estanho tinha queda de 0,6%, para US$ 31.450 por tonelada.

O alumínio caía 0,8%, para US$ 2.509 por tonelada, e analistas disseram que a queda foi limitada pela proporção do metal que é produzida no Oriente Médio. De acordo com o Barclays Capital, 9% da oferta mundial de alumínio sai da região e, assim como o petróleo, o medo de uma interrupção no abastecimento do metal dá suporte aos preços.

Às 9h20 (de Brasília), o cobre para março negociado na Comex caía 0,52%, para US$ 4,3245 por libra-peso. As informações são da Dow Jones.

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