Metais caem com alta do dólar e queda das bolsas

Preocupações com eventual aumento de juro e agressivo aperto monetário na China, o maior consumidor de commodities metálicas do mundo, continuam limitando os preços

Cynthia Decloedt, da Agência Estado,

15 de dezembro de 2010 | 10h54

Os metais básicos recuam na London Metal Exchange (LME) refletindo a alta do dólar e o enfraquecimento das bolsas, que sinaliza menor apetite pelo risco.

Às 10h08 (de Brasília), o contrato de três meses do cobre caía 1,3% para US$ 9.046,50 a tonelada. Na Comex eletrônica, o cobre para março cedia 1,53% para US$ 4,1450 por libra peso.

Entre outros metais negociados na LME, o alumínio caía 1,2% para US$ 2.323,00 a tonelada às 10h08 (de Brasília), o zinco caía 1,9% para US$ 2.256,00 a tonelada e o níquel recuava 1,2% para US$ 24.210,00 a tonelada. O chumbo operava em baixa de 2,2% a US$ 2.396,00 a tonelada e o estanho caía 1,1% para US$ 25.950,00 a tonelada.

Preocupações com eventual alta de juro e agressivo aperto monetário na China, o maior consumidor de metais do mundo, continuam limitando os preços, disse o analista do VTB Capital, Andrey Kryuchenkov. Mas acrescenta que o cobre continua atraindo forte interesse dos investidores, citando fundamentos como o crescente déficit do metal no mercado.

O superávit no mercado global de chumbo refinado caiu, disse o Grupo Internacional de Estudo de Chumbo e Zinco hoje. Segundo o grupo, o mercado teve um superávit de 51 mil toneladas nos primeiros dez meses do ano, abaixo do superávit de 72 mil toneladas no mesmo período do ano passado. O grupo reportou também um superávit menor no mercado de zinco, de 211 mil toneladas entre janeiro e outubro, contra 317 mil toneladas no mesmo período do ano passado. As informações são da Dow Jones.

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