Metais caem em meio a preocupações com países da Europa

Analistas alertam que a demanda por commodities metálicas pode se enfraquecer nos próximos trimestres em razão de uma desaceleração geral na economia global

Danielle Chaves, da Agência Estado

28 de setembro de 2010 | 08h43

Os metais básicos seguem em queda, à medida que a renovação das preocupações com dívida soberana de países da Europa reduz o apetite por risco. As bolsas e o euro começaram o dia em baixa, por causa de temores de potenciais rebaixamentos da Irlanda e da Espanha. Mais tarde a moeda europeia passou a subir, o que ajudou os metais a recuperarem parte das perdas.

"Preocupações com dívida soberana são a única coisa que pode prejudicar os mercados no momento", afirmou Leon Westgate, analista do Standard Bank, observando que o volume de negociações no maior mercado consumidor de commodities, a China, está baixo, já que na sexta-feira o país entra em um feriado de uma semana.

Analistas alertam que a demanda por metais básicos pode se enfraquecer nos próximos trimestres em razão de uma desaceleração geral na economia global. "A atual desaceleração econômica global pode se deteriorar mais, fornecendo mais riscos baixistas para os preços das commodities", afirmou o Citi em uma nota a clientes.

No entanto, apesar dos riscos, vários analistas ainda preveem que o cobre subirá na direção de US$ 8.000 por tonelada nos próximos meses. Os preços do cobre provavelmente vão oscilar entre US$ 6.500 e US$ 8.000 por tonelada no restante do ano, afirmou o Deutsche Bank.

O banco comentou que a demanda por metais básicos pode enfraquecer no próximo trimestre, mas a demanda por produtos financeiros relacionados aos metais pode dar suporte aos preços e contrabalançar a queda na demanda física.

Westgate

, do Standard Bank, observou também que o mercado estará atento ao novo plano quinquenal da China, que deve ser divulgado em torno de outubro.

Pouco antes das 8h (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) operava a US$ 7.888 por tonelada, uma queda de US$ 17 em relação ao fechamento de ontem. O alumínio recuava US$ 13, para US$ 2.279 por tonelada; o zinco cedia US$ 25, para US$ 2.182,50 por tonelada; o níquel declinava US$ 240, para US$ 22.850 por tonelada. O estanho contrariava a tendência e subia US$ 49, para US$ 23.699 por tonelada.

Em Nova York, o cobre para dezembro negociado na Comex eletrônica tinha queda de US$ 0,0105, para US$ 3,5865 por libra-peso, às 8h (de Brasília). As informações são da Dow Jones.

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