Metais caem por preocupação com recuperação econômica mundial

Preços se desvalorizam à medida que o avanço do petróleo na esteira da crise política que atinge a Líbia impõe risco à retomada da economia global; projeção é de que o cobre recuem ainda mais

Danielle Chaves, da Agência Estado,

24 de fevereiro de 2011 | 09h10

Os metais básicos seguem o desempenho do cobre e recuam, à medida que o aumento dos preços do petróleo na esteira da crise política que atinge a Líbia impõe um risco à recuperação econômica global. Participantes do mercado acreditam que os preços do cobre deverão cair ainda mais.

Por volta de 7h40 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) caía 0,4%, para US$ 9.388,50 por tonelada, depois de atingir a mínima em quatro semanas de US$ 9.311 por tonelada no começo do dia. Na Comex, o cobre para março tinha queda de 0,34%, para US$ 4,2610 por libra-peso, às 8h05 (de Brasília).

Embora o cobre na LME esteja mais de US$ 800 abaixo da máxima histórica, de US$ 10.190 por tonelada, o preço precisa cair ainda mais antes de atrair o interesse dos investidores, segundo um operador.

Alguns participantes do mercado veem o declínio dos preços do cobre como um fator positivo, por considerarem que os níveis anteriores alcançados pelo metal eram exagerados. "O cobre precisava de uma sacudida, mesmo antes da crise no Oriente Médio", comentou John Neyer, analista da Fairfax, em nota a clientes. Para ele, US$ 8.500 por tonelada seria um "nível apropriado para o cobre, sem prejudicar seu atrativo de investimento de prazo mais longo".

Hoje a Administração Geral da Alfândega da China informou que a importação de cobre refinado pelo país subiu 24% em janeiro, na comparação com o mesmo mês do ano passado, e 7,4% em relação a dezembro, para 245.617 toneladas. Ainda assim, os estoques de cobre na LME continuam crescendo - desde ontem subiram 975 toneladas, para 412.675 toneladas, o maior nível desde agosto do ano passado.

Por volta das 7h40, o níquel caía 3,2%, para US$ 27.762 por tonelada; o chumbo recuava 2,5%, para US$ 2.475,25 por tonelada; o alumínio cedia 0,7%, para US$ 2.512 por tonelada; o zinco declinava 1,8%, para US$ 2.450 por tonelada; e o estanho tinha queda de 0,7%, para US$ 31.300 por tonelada. As informações são da Dow Jones.

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