Metais cedem com fortalecimento do dólar e queda do ouro

Reversão dos preços do ouro desde a noite de ontem  deu mais um motivo para reduzir risco

Danielle Chaves, da Agência Estado,

18 de fevereiro de 2010 | 10h28

Os metais básicos operam em baixa na London Metal Exchange (LME) em meio ao fortalecimento do dólar e à queda dos preços do ouro. Segundo operadores, os participantes do mercado estão reavaliando o recente rali dos metais, enquanto os mercados da China estão fechados por causa do feriado do Ano Novo Lunar - o que pode manter as negociações limitadas no curto prazo.

 

Às 9h40 (de Brasília), o cobre para três meses operava a US$ 7.119 por tonelada, uma queda de US$ 6 em relação ao fechamento de ontem. Em comparação com sexta-feira, o cobre continua em alta, de 4,5%, mas ante a máxima de duas semanas registrada na quarta-feira o metal tem queda de 1,7%.

 

O alumínio caía US$ 14, para US$ 2.107 por tonelada; o zinco recuava US$ 20, para US$ 2.280 por tonelada; o chumbo cedia US$ 10, para US$ 2.275 por tonelada; e o estanho declinava US$ 45, para US$ 16.700 por tonelada. O níquel era o único metal que operava em alta, de US$ 127, para US$ 20.262 por tonelada.

 

A reversão dos preços do ouro desde a noite de ontem - em seguida ao anúncio do Fundo Monetário Internacional (FMI) de que vai vender o metal no mercado aberto - deu aos investidores mais um motivo para reduzir o risco e realizar algum lucro sobre os metais básicos, segundo um operador de Londres.

 

Os estoques de cobre também pressionam os preços. Houve aumento de 5 mil toneladas, para o maior nível desde outubro de 2003. Com poucas notícias positivas ou dados econômicos nesta quinta-feira para impulsionar um rali, os participantes do mercado estão tentando avaliar se os preços irão voltar a cair e testar as mínimas atingidas no início do mês.

 

De todo modo, o apetite da China provavelmente dará aos mercados um novo ímpeto assim que forem reabertos. Michael Widmer, analista de metais do Bank of America Merrill Lynch, afirmou esperar que a forte demanda na China dê suporte aos preços, embora as contínuas incertezas com a recuperação econômica global e os níveis de dívida soberana devam provocar

volatilidade. As informações são da Dow Jones.

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