Metais em Londres sobem acompanhando mercados

Cobre tem ganhos próximos à máxima em dois meses, sustentado pelo tom firme dos negócios com o euro e com as ações no exterior

Cynthia Decloedt, da Agência Estado,

23 de julho de 2010 | 08h57

O cobre sobe próximo à máxima em dois meses nesta manhã em Londres, sustentado pelo tom firme dos negócios com o euro e com as ações no exterior. Outros metais também operam levemente sustentados, mantendo os ganhos desta semana, embora traders se perguntem se o movimento sobreviverá as preocupações com os testes de estresse na Europa e com a possibilidade de um duplo mergulho na recessão dos EUA.

Às 7h44 (de Brasília), o contrato do cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) subia 0,5% para US$ 7.045,05 por tonelada. Na máxima intraday desta manhã, o cobre foi a US$ 7.090,00 a tonelada, nova máxima para dois meses. Na plataforma eletrônica da Comex, de Nova York, o cobre para setembro operava em alta de 0,55% a US$ 3,1820 por libra peso às 8h25 (de Brasília).

Compras técnicas e cobertura de posições vendidas foram fatores determinantes da alta dos preços dos metais em Londres esta semana. Traders observam que o rali pode perder estímulo, já que a maior parte das coberturas de posições vendidas já foi feita e os fundamentos não melhoraram significativamente.

"Não acredito que haja qualquer motivo para o mercado subir US$ 500 em dias", disse um experiente trader em Londres. O cobre pode esticar o rali até US$ 7.250,00 a tonelada se fechar em alta nesta sexta-feira, mas enfrentará dificuldade para estabelecer-se nesse nível, acrescentou.

Os estoques do cobre subiram 3.125 toneladas nos armazéns de Londres, rompendo dias de queda. O aumento, no entanto, foi zerado por queda de 6.316 toneladas nos estoques em Xangai.

No mesmo horário acima, o alumínio subia 0,29% para US$ 2.050,00 a tonelada e o chumbo avançava 1,1% para US$ 1.961,50 a tonelada; o zinco operava em baixa de 0,42% a US$ 1.940,25 a tonelada e o estanho subia 0,75 para US$ 18.700,00 a tonelada. As informações são da Dow Jones.

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