Metais fecham em alta com melhora do humor do mercado e PIB dos EUA

O petróleo bruto e o ouro subiram, mas investidores acreditam que as commodities permanecerão voláteis, oscilando com as notícias macroeconômicas

Clarissa Mangueira, da Agência Estado,

26 de fevereiro de 2010 | 17h12

Os contratos futuros de metais básicos fecharam em alta na London Metal Exchange (LME), impulsionados pelos números preliminares do Produto Interno Bruto (PIB) do quarto trimestre dos EUA, que apontaram a maior alta em seis anos. Os dados ofuscaram a queda de 7,2% das vendas de imóveis residenciais usados em janeiro. Economistas consultados pela Dow Jones previam aumento de 0,9% das vendas.

 

Na rodada livre de negócios (kerb) na LME, o cobre em contrato para três meses subiu US$ 197,00 e fechou a US$ 7.195,00 a tonelada. O chumbo para três meses avançou US$ 20 na sessão, fechando a US$ 2.165,00 por tonelada, enquanto o zinco para três meses teve ganho de US$ 80 para US$ 2.195,00 por tonelada. O alumínio para três meses subiu US$ 48,50 para US$ 2.133,50 por tonelada, enquanto o níquel para três meses teve alta de US$ 800 na jornada para US$ 21.150,00 por tonelada. O estanho para três meses ganhou US$ 400 para US$ 17.100,00 por tonelada.

 

O contrato do cobre para março negociado na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), subiu US$ 0,0740, ou 2,31%, para US$ 3,2840 por libra-peso, com máxima de US$ 3,2890 e mínima de US$ 3,2030 ao longo da sessão.

 

A melhora do humor no mercado de metais e de commodities foi iniciada na Ásia, depois das divulgação dos dados de produção industrial no Japão, melhores do que o esperado, e do enfraquecimento do dólar.

 

O mercado teve uma semana de dados econômicos dos EUA decepcionantes, como a queda da confiança do consumidor americano e o aumento dos pedidos de auxílio-desemprego no país.

 

Os preços do petróleo bruto e os do ouro subiram, mas os participantes do mercado disseram que as commodities permanecerão voláteis, oscilando com as notícias macroeconômicas.

 

Segundo o Barclays Capital, "o sentimento é frágil e os movimentos dos preços são suscetíveis ao humor dos mercados externos".

 

O apetite por risco foi, no geral, melhor nos EUA, enquanto que na Europa ele continua a ser pressionado pelas preocupações em torno do déficit da Grécia e de que outras nações possam ter problemas semelhantes.

 

"Fundamentalmente, nós mantemos nossas perspectivas otimistas para o complexo de metais básicos no segundo trimestre", destacaram os analistas do Royal Bank of Scotland.

 

De acordo com o banco, o esperado ambiente macroeconômico volátil manterá a volatilidade dos preços do metal. "As fortes oscilações dos preços do metais foram conduzidas até agora em 2010 mais pelas flutuações no apetite por risco e pelos movimentos das moedas do que pelo fundamentos específicos das commodities", ressaltaram os analistas.

 

Entre os metais preciosos, o contrato do ouro para abril negociado na Comex fechou em alta de US$ 10,04, ou 0,94%, a US$ 1.118,90 por onça-troy, com máxima de US$ 1.119,50 e mínima de US$ 1.104,60 ao longo da sessão. O metal, ampliou os ganhos leves, à medida que o dólar ganhou força e os participantes saíram à procura de ativos mais arriscados.

 

As informações são da Dow Jones.

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