Metais fecham em baixa com consolidação de ganhos recentes

O cobre fechou com queda de 0,25%, enquanto a maioria dos metais encerrarou com baixa de 1%

Clarissa Mangueira, da Agência Estado,

17 de fevereiro de 2010 | 17h56

Os contratos futuros dos metais básicos fecharam em baixa, em sua maioria, à medida que os fortes ganhos registrados desde o início da semana passada foram consolidados.

 

O fortalecimento do dólar com os dados sobre o início de construções de residências nos EUA, melhores do que o esperado pelo mercado, também colocou pressão sobre os metais.

 

As modestas perdas deixaram os metais em uma posição tecnicamente de otimismo, com potencial para ampliar os ganhos se o apetite por risco nos mercados financeiros continuar a melhorar, disseram os operadores.

 

O cobre fechou com queda de 0,25%, enquanto a maioria dos metais encerraram com baixa de 1%.

 

O cobre encerrou o dia acima da média móvel de 30 dias de US$ 7.086,55 por tonelada, normalmente um indicador de alta técnica, disse um operador sênior de metais em Londres. "Acho que estamos melhorando, voltando para a velha tendência ascendente outra vez".

 

Na London Metal Exchange (LME), no encerramento da rodada livre de negócios (kerb) da tarde, o contrato do cobre para três meses recuou US$ 18,00, para US$ 7.125,00 por tonelada.

 

Entre outros metais básicos negociados em Londres, o contrato do chumbo perdeu US$ 12,00, para US$ 2.285,00 por tonelada, enquanto o contrato do zinco fechou em queda de US$ 36,00, a US$ 2.300,00 por tonelada. O alumínio subiu US$ 10,00, a US$ 2.121,00 por tonelada.

 

O níquel fechou em baixa de US$ 190,00, a US$ 20.135,00 por tonelada e o estanho avançou US$ 45,00, para US$ 16.745,00 por tonelada.

 

Houve aumento em todas as warrants canceladas de cobre, níquel e estanho, ampliando a tendência que, segundo analistas, deu impulso para a recuperação dos preços ao longo das últimas duas semanas.

 

As warrants são concedidas aos proprietários do metais e são geralmente canceladas quando o metal está sendo retirado dos armazéns.

 

Entretanto, os estoques de zinco subiram em cerca de 40 mil toneladas e os de alumínio aumentaram em 22.750 toneladas.

 

O Barclays Capital disse, em relatório, que os estoques eram material excedente, provavelmente de 2009, que estava guardado em armazéns não oficiais.

 

O Grupo Internacional de Chumbo e Zinco forneceu algumas notícias pessimistas para o mercado, afirmando que o mercado de zinco registrou em 2009 um dos seus maiores superávits desde 1993.

 

A confiança na recuperação da economia mundial está compensando as preocupações com os estoques altos, enquanto a melhoria dos dados econômicos nos EUA e a redução nos temores sobre a dívida da Grécia têm alimentado o apetite por risco no momento.

 

"A tendência de alta dos metais ganhou impulso, com o sentimento do mercado sendo estimulado pelo progresso das questões da dívida da Grécia", destacou o Barclays.

 

Ganhos adicionais também podem vir das compras para cobertura de posição, uma vez que a alta desta semana surpreendeu os vendidos, e nem todos terminaram de comprar para cobrir suas posições, disseram operadores. O aumento do níquel tem sido impulsionado principalmente pela compra para cobertura de posições, e não pela oferta e demanda, ressaltou um operador em Londres.

 

Segundo ele, o mercado físico não está tão mal, mas a alta de US$ 3.000 em uma semana não pode ser atribuída a este mercado. "Houve compras (de corretoras e bancos) principalmente para pressionar os consultores de negociação de commodities".

 

O contrato do cobre para maio negociado na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), subiu uma vez que os dados de construção de residências e produção industrial nos EUA foram vistos como suporte para a demanda do cobre. Mas os ganhos foram limitados, uma vez que a divulgação destes dados econômicos estimularam uma forte alta do dólar.

 

O contrato do cobre para maio fechou em alta de US$ 0,0195, ou 0,3%, para US$ 3,2395 por libra-peso, com máxima de US$ 3,2865 e mínima de US$ 3,2110, incluindo o pregão eletrônico.

 

Entre os metais preciosos, o ouro fechou perto da estabilidade, à medida que os participantes do mercado procuraram manter os ganhos da sessão anterior, sem fazer novas apostas na alta dos preços. O contrato do ouro para abril negociado na Comex subiu US$ 0,30, ou 0,03%, para US$ 1.120,10 por onça-troy.

 

O metal ganhou cerca de US$ 30 na sessão anterior. "Talvez agora estejamos vendo uma consolidação", afirmou Carlos Sanchez, diretor associado de pesquisa do CPM Group. O ouro fechou estável acompanhando a estabilização em outros mercados, tais como o de ações e de petróleo, que estavam levemente em alta após o fechamento do metal.

 

As informações são da Dow Jones.

 

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