Metais fecham em queda com Goldman e sinais de aperto na Ásia

A expectativa é de que as commodities continuem voláteis nos próximos meses diante do impasse na Grécia e volatilidade cambial

Clarissa Mangueira, da Agência Estado,

19 de abril de 2010 | 16h11

Os contratos futuros dos metais básicos negociados na London Metal Exchange (LME) fecharam em queda, uma vez que os mercados se mantiveram nervosos depois que a Securities and Exchange Commission (SEC, a CVM americana) acusou, na semana passada, o Goldman Sachs de fraude. No entanto, os preços dos contratos encerraram acima das mínimas do dia, conforme o euro se recuperou em relação ao dólar. Ao longo da sessão, o cobre atingiu o menor preço em três semanas.

 

No encerramento da rodada livre de negócios (kerb) da tarde na LME, nos contratos para três meses, o cobre recuou US$ 66,00 e fechou a US$ 7.694,00 por tonelada; o chumbo caiu US$ 26,00 e fechou a US$ 2.235,00 por tonelada; o zinco declinou US$ 38,00 e fechou a US$ 2.385,00 por tonelada; o alumínio perdeu US$ 64,00 e fechou a US$ 2.369,00 por tonelada; o níquel encerrou estável, em US$ 26.700,00 por tonelada; o estanho recuou US$ 400,00 e fechou a US$ 18.800,00 por tonelada.

 

As persistentes preocupações sobre as implicações mais amplas do processo aberto pela SEC contra o Goldman e os movimentos da China para limitar a especulação imobiliária pesaram sobre os metais, disse Edward Meir, analista da MF Global.

 

Para Leon Westgate, analista do Standard Bank, o desempenho das bolsas nos EUA será, provavelmente, fundamental para determinar a duração do enfraquecimento dos preços.

 

O HSBC afirmou que os metais continuarão voláteis nos próximos meses diante do cenário de aperto monetário na Ásia, de continuidade da crise na Grécia e dos movimentos cambiais.

 

Os contratos futuros do cobre encerraram em baixa na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), à medida que as preocupações sobre acusações de fraude contra o Goldman Sachs minaram o apetite dos investidores por ativos mais arriscados. Mas o enfraquecimento pode não durar muito tempo.

 

O vice-presidente da ApexFutures.com, Craig Ross, acredita que uma caça às pechinchas pode emergir se o metal recuar para US$ 3,30. Os contratos do metal para julho, os mais líquidos, recuaram US$ 0,0175 (0,49%), para US$ 3,5180 por libra-peso.

 

Entre os metais preciosos, o ouro praticamente se recuperou das perdas registradas mais cedo, depois que uma caça por barganhas se seguiu a uma liquidação overnight, disseram os traders. Os contratos do metal para junho, os mais líquidos, caíram US$ 1,10 (0,10%) e fecharam a US$ 1.135,80 por onça-troy, bem acima da mínima registrada de US$ 1.124,30. As informações são da Dow Jones.

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