Metais seguem de lado; cobre recua com piora nos fundamentos

Falta de compras físicas do maior consumidor de cobre do mundo, a China, e o aumento dos estoques afetaram negativamente o interesse pelo metal na última semana

Danielle Chaves, da Agência Estado,

21 de fevereiro de 2011 | 10h43

 Os metais básicos seguem de lado nesta manhã e um avanço forte parece improvável no curto prazo, a menos que a situação dos fundamentos mude dramaticamente, segundo participantes do mercado. A falta de compras físicas do maior consumidor de cobre do mundo, a China, e o aumento dos estoques afetaram negativamente o interesse pelo metal na última semana.

Por volta das 9h25 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) caía 0,4%, para US$ 9.822,25 por tonelada, depois de atingir a máxima intraday de US$ 9.920 por tonelada. Em 15 de fevereiro o cobre chegou a ser negociado a US$ 10.190 por tonelada na LME, em grande parte por causa de compras especulativas. Na Comex eletrônica, o cobre para março recuava 0,19%, para US$ 4,4735 por libra-peso, às 9h50.

"Para que haja um outro pico, nós precisaríamos ver alguma mudança bastante dramática nos fundamentos do cobre, como um aumento nas compras chinesas ou uma reversão nos estoques", comentou o analista Gayle Berry, do Barclays Capital. De acordo com o relatório diário da LME, os estoques de cobre aumentaram 3.550 toneladas desde sexta-feira, para 411.475 toneladas, o maior nível desde meados de agosto do ano passado.

Entre os outros metais, o níquel atingiu US$ 29.425 por tonelada, o preço mais alto em quase três anos, no começo do dia e o alumínio chegou ao maior patamar desde setembro de 2008. Os preços do níquel ganharam sustentação da notícia divulgada na sexta-feira de que a Vale fechou um alto forno no Canadá em consequência de um problema. A instalação ficará fechada ao menos 16 semanas.

O fechamento da unidade da Vale deverá resultar em perda de cerca de 15 mil toneladas de níquel refinado, um "grande prejuízo para o equilíbrio entre oferta e demanda" pelo metal, que já tem perspectiva de fundamentos apertados neste ano, segundo Berry. O alumínio, por sua vez, encontra suporte das preocupações com interrupções na oferta no Oriente Médio caso as tensões políticas na região continuem crescendo. Cerca de 9% da produção mundial de alumínio sai da região, de acordo com o analista do Barclays Capital.

Por volta das 9h25, o níquel caía 0,01%, para US$ 29.147 por tonelada, enquanto o alumínio operava estável a US$ 2.568 por tonelada. O zinco subia 0,7%, para US$ 2.570 por tonelada; o chumbo recuava 0,4%, para US$ 2.658 por tonelada; e o estanho tinha queda de 0,5%, para US$ 32.175 por tonelada. As informações são da Dow Jones.

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