Metais seguem em direções distintas com incertezas sobre economia

Sessão é marcada por baixos volumes de negociações e faixas de transações estreitas

Clarissa Mangueira, da Agência Estado,

25 de agosto de 2010 | 08h46

Os contratos futuros dos metais básicos têm sinais divergentes na London Metal Exchange (LME), em Londres, com os indicadores econômicos contraditórios fornecendo uma direção pouco firme para a sessão, marcada por baixos volumes de negociações e faixas de transações estreitas.

O fortalecimento do euro e as altas das bolsas tiveram pouco efeito para impulsionar os preços dos metais, visto que o sentimento do mercado continua a ser sobrecarregado pela perspectiva negativa sobre o crescimento econômico dos Estados Unidos e da zona do euro. A alta do índice de confiança das empresas da Alemanha do Instituto IFO em agosto, divulgado mais cedo, superou as previsões, mas não conseguiu levantar o ânimo.

Às 6h48 (de Brasília), o contrato do cobre para três meses registrava alta de US$ 0,75, cotado a US$ 7.136,75 por tonelada, enquanto o do alumínio subia 0,17%, para US$ 2.031,50 por tonelada. O contrato do chumbo recuava 0,85%, para US$ 1.995,00 por tonelada, enquanto o do zinco avançava 0,3%, para US$ 1.997,00 por tonelada. O contrato do níquel cedia 0,7%, para US$ 20.450,00, e o do estanho perdia 0,12%, para US$ 20.375,00 por tonelada.

Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o contrato do cobre para dezembro recuava 0,38%, para US$ 3,2495 por libra-peso, por volta das 7h55 (de Brasília).

Os dados das vendas de imóveis novos e das encomendas de bens duráveis nos EUA, previstos para serem divulgados às 9h30 e às 11h (de Brasília), respectivamente, serão observados pelo mercado na busca por uma confirmação de que a economia norte-americana está enfraquecendo proporcionalmente à da Europa.

Segundo o Commerzbank, os dados poderão desencadear mais liquidação no mercado dos metais básicos. O banco ressaltou, porém, que o recuo dos preços nesta semana tem levado alguns compradores de volta ao mercado.

A BHP Billiton, maior mineradora do mundo em capitalização de mercado, afirmou que as perspectivas de curto prazo para as commodities são contraditórias e que a austeridade orçamentária na Europa afetará inevitavelmente o crescimento.

A mineradora prevê que a demanda por metais, como o cobre, continuará forte, uma vez que os estoques do metal não estão em níveis elevados. As informações são da Dow Jones.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.