Metais seguem sem direção única, de olho no comportamento do dólar

Expectativa é que a volatilidade prossiga, à medida que a falta de notícias claras sobre os fundamentos das commodities metálicas desviar a atenção dos investidores para fatores macroeconômicos

Danielle Chaves, da Agência Estado,

19 de maio de 2011 | 09h10

Os metais básicos seguem sem uma direção única, dentro de faixas de oscilação relativamente pequenas, enquanto os preços se consolidam depois dos ganhos na sessão de ontem. No começo do dia o fortalecimento do dólar pressionou os contratos, mas eles se recuperaram conforme a moeda se aproximou da estabilidade diante do euro.

As negociações voláteis provavelmente vão prosseguir nas próximas sessões, à medida que a falta de notícias claras sobre os fundamentos dos metais desviar a atenção dos participantes do mercado para fatores macroeconômicos, como as preocupações com dívida soberana e flutuações no câmbio, segundo analistas.

"Os metais parecem prontos para um momento turbulento nas próximas sessões", afirmou James Moore, do FastMarkets.com. "No entanto, as quedas continuam gerando interesse na busca por pechinchas, tanto física como de investimento, e podem indicar um período de ampla oscilação até que o otimismo econômico melhore", afirmou.

As preocupações com a capacidade de organismos de finanças internacionais e europeus de lidar com a dívida da Europa - particularmente no caso da Grécia - voltaram à tona nesta semana após a prisão de Dominique Strauss-Kahn, então diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI) por acusação de agressão sexual. Strauss-Kahn renunciou hoje ao cargo.

Pouco depois das 8h (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) operava a US$ 9.040 por tonelada, uma queda de 0,3% sobre o fechamento de ontem. O alumínio subia 0,1%, para US$ 2.559 por tonelada; o zinco caía 0,5%, para US$ 2.176 por tonelada; o níquel recuava 1,2%, para US$ 24.375 por tonelada; o chumbo avançava 0,3%, para US$ 2.452 por tonelada; e o estanho tinha alta de 0,9%, para US$ 28.600 por tonelada.

Às 8h45 (de Brasília), o cobre para julho negociado na Comex caía 0,26%, para US$ 4,0945 por libra-peso. As informações são da Dow Jones.

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