Metais sobem com fraqueza do dólar e avanço das bolsas

Mas a incapacidade do cobre negociado na LME de retomar o patamar psicologicamente importante de US$ 9 mil por tonelada sugere que os contratos continuarão oscilando dentro de faixas estreitas

Danielle Chaves, da Agência Estado,

18 de maio de 2011 | 08h53

Os metais básicos avançam enquanto o dólar se enfraquece e os mercados de ações sobem, o que estimula o apetite por risco. No entanto, a incapacidade do cobre negociado na London Metal Exchange (LME) de retomar o patamar psicologicamente importante de US$ 9 mil por tonelada sugere que os contratos continuarão oscilando dentro de faixas estreitas.

Pouco depois das 8h (de Brasília), o cobre para três meses operava a US$ 8.920 por tonelada na LME, uma alta de 1,4% sobre o fechamento de ontem. O zinco tinha o maior ganho, de 2,3%, aos US$ 2.140 por tonelada, conforme os investidores aproveitavam os preços relativamente baixos do metal depois da queda de quase 3% registrada ontem.

Sinais de uma melhora no setor imobiliário da China forneceram sustentação adicional aos metais. Os preços das casas recém construídas em 56 das 70 grandes e médias cidades do país englobadas em uma pesquisa do governo subiram em abril, na comparação com março, acima de 49 cidades na pesquisa daquele mês. Isso indica que os preços continuam subindo apesar de uma queda no volume de transações.

Os mercados de metais, que são amplamente usados no setor de construção, dão atenção particular a indicadores de demanda na China, que é o maior consumidor dessas commodities do mundo. Ainda assim, o cobre não conseguiu romper os US$ 9 mil por tonelada. "O cobre precisa voltar para mais de US$ 9 mil por tonelada para dar às pessoas confiança de que as coisas estão ficando mais otimistas novamente", comentou Dan Smith, do Standard Chartered.

Entre os outros metais negociados na LME, no horário citado, alumínio subia 1,0%, para US$ 2.527 por tonelada; níquel avançava 1,1%, para US$ 24.410 por tonelada; chumbo ganhava 1,6%, para US$ 2.346 por tonelada; e estanho tinha alta de 1,9%, para US$ 28.400 por tonelada.

Às 8h45 (de Brasília), na Comex, o cobre para julho subia 1,10%, para US$ 4,0425 por libra-peso. As informações são da Dow Jones.

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