Metais têm leve alta, mas dentro da margem de oscilação

Por volta das 7h, cobre operava a US$ 7.798 por tonelada na LME, alta de US$ 53 sobre o fechamento de sexta-feira

Danielle Chaves, da Agência Estado,

26 de abril de 2010 | 08h25

Os metais básicos operam em leve alta na London Metal Exchange (LME), mas seguem dentro das recentes faixas de oscilação apesar de uma reação mais confiante das bolsas ao pedido de ajuda da Grécia, na sexta-feira. Embora as bolsas estejam em alta, operadores dizem que os mercados de metais ainda estão nervosos com relação a como o socorro grego vai se desenrolar e como vai afetar o apetite por risco.

 

Na LME, os metais em geral estão sem fatores que determinem uma direção única, segundo David Wilson, analista de commodities do Société Générale. Por um lado, dados dos EUA fornecem suporte, como os números sobre o setor imobiliário divulgados na sexta-feira. Por outro, pesam sobre os metais preocupações com o fato de que um aperto monetário na China possa prejudicar a demanda por commodities.

 

Segundo Wilson, um fim para o nervosismo em torno da dívida grega e um "grande evento macroeconômico" são necessários para tirar os preços dos metais de dentro das faixas recentes. O próximo evento importante para os mercados de metais será a reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) do Federal Reserve, nesta semana.

 

Por volta das 7h (de Brasília), o cobre operava a US$ 7.798 por tonelada na LME, uma alta de US$ 53 sobre o fechamento de sexta-feira. O alumínio caía US$ 7, para US$ 2.325 por tonelada; o zinco subia US$ 30, para US$ 2,430 por tonelada; o níquel avançava US$ 230, para US$ 27.280 por tonelada; o chumbo ganhava US$ 18,50, para US$ 3.317,50 por tonelada; e o estanho tinha alta de US$ 59, para US$ 19.054 por tonelada.

 

Os preços dos metais sobem conforme os mercados em geral parecem mais otimistas nesta segunda-feira, segundo o analista da BaseMetals, Will Adams. "Os mercados estão otimistas com as esperanças de que a recuperação econômica global vai continuar e à medida que os investidores deixam para trás o controle da China sobre a especulação imobiliária, a questão da dívida da Grécia e as notícias sobre o Goldman Sachs - pelo menos por enquanto", disse Adams. As informações são da Dow Jones.

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