Mineradoras valorizam; cobre reage à previsão do FMI

A revisão nas projeções do Fundo Monetário Internacional para o crescimento mundial nos próximos dois anos, assim como a previsão de crescimento sustentado na Ásia, alimentaram compras nos mercados de metais, favorecendo o comportamento das mineradoras nas bolsas australianas e européias. As ações da BHP Billiton subiram 2,4%, mais cedo em Londres, enquanto as da Rio Tinto Group, a terceira maior mineradora do mundo, ganharam 2,4%. Na Austrália, os papéis da BHP Billiton fecharam em alta de 2,2% e da Rio Tinto, 0,9%. De acordo com informações da agência Dow Jones, na Bolsa de Futuros de Xangai, na China, o cobre subiu depois de quatro sessões de queda e o contrato para novembro do cobre fechou com valorização de 2,08% (1.430,00 yuans) e fechou em 70.040,00 yuans por tonelada. Na sessão eletrônica da Comex, em Nova York, o cobre para dezembro subia menos, 0,59%, para US$ 3,4050 a libra peso. Ontem, o cobre já fechou em alta em NY, a US$ 3,3850 por libra peso. O ouro também avança na Comex eletrônica, operando a US$ 600,70 a onça-troy, alta de 0,74%. O FMI disse que a economia mundial irá crescer cerca de 5% este ano e em 2007, a maior expansão em quatro anos desde o início da década de 1970. "A expansão global foi generalizada no primeiro semestre de 2006, com a atividade na maior parte das regiões atingindo ou excedendo as expectativas", disse o fundo no relatório World Economic Outlook, divulgado ontem, em antecipação ao encontro anual do fim de semana. A projeção para a expansão em 2006 da economia mundial, que consta no relatório, é de 5,1%; em 2007, o crescimento esperado é de 4,9%. Ambas projeções são 0,2 ponto porcentual superiores às estimativas feitas em abril pelo fundo. Em 2005, a economia mundial cresceu 4,9%. O crescimento dos Estados Unidos foi projetado em 3,4% para este ano e 2,9% para o próximo. A expansão européia também deverá desacelerar, passando de 2,4% para 2%, assim como a japonesa (de 2,7% para 2,1%). A maior parte da Ásia continuará em expansão acelerada. A economia chinesa deverá expandir-se 10% em cada um dos dois anos e a da Índia, 8,3% e 7,3%. A inflação americana completará três anos de alta em 2006, chegando a 3,6%. Deverá diminuir para 2,9% em 2007, mas continuará superior à de 2004. As pressões vêm não somente do petróleo, mas também do estreitamento da capacidade ociosa. O Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, manteve os juros na reunião de agosto, mas poderá ser levado a um novo aumento para conter o avanço da inflação. Novos aumentos poderão ocorrer também na Europa e no Japão. Se esses aumentos ocorrerem, haverá pressão sobre o câmbio, que tenderá a se desvalorizar nos países latino-americanos, gerando pressões inflacionárias na região. Quanto mais lenta for a resposta dos bancos centrais, maior será, mais tarde, o custo do ajuste necessário.

Agencia Estado,

14 de setembro de 2006 | 08h41

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