Ministros da Grécia deixam para julho definição do 2º pacote de ajuda

Autoridades da zona do euro afirmaram depois da reunião realizada ontem que reduziram suas divergências sobre a participação dos credores privados do país no financiamento nos próximos anos

Danielle Chaves, da Agência Estado,

20 de junho de 2011 | 07h55

Os ministros de Finanças da zona do euro afirmaram depois da reunião realizada ontem que reduziram suas divergências sobre a participação dos credores privados da Grécia no financiamento do país nos próximos anos. No entanto, os ministros não resolveram detalhes cruciais - como, por exemplo, de que forma envolver os credores privados sem causar um default (não pagamento) soberano da Grécia.

Em um comunicado, os ministros informaram que pretendem ter um plano final para a segunda ajuda para a Grécia "no início de julho". Os ministros também prometeram evitar qualquer forma de default, o que o Banco Central Europeu (BCE) e alguns governos temem que pode jogar o sistema financeiro da zona do euro no caos.

Os governos concordaram em pedir aos credores que troquem seus bônus quando eles vencerem, a partir do próximo ano, por novos bônus gregos. Esse processo, que os ministros disseram que será "informal e voluntário", vai diminuir as necessidades de empréstimos da Grécia nos próximos anos, reduzindo o montante de dinheiro novo que os governos da zona do euro vão precisar emprestar para o país no começo do próximo ano.

Uma questão crucial para os ministros, que continuam discutindo sobre a situação da Grécia, é a taxa de juros dos novos bônus que os credores da Grécia terão de comprar. Com o yield (retorno ao investidor) de 10 anos da dívida grega em mais de 15% no mercado secundário, os investidores provavelmente terão de aceitar uma taxa de juros bem mais baixa sobre os novos bônus.

No entanto, as agências de classificação de risco têm sinalizado que esse cenário é em essência uma "problemática troca de dívida", resultando em um evento de default soberano que os governos prometeram evitar.

No fim da tarde do domingo, houve uma teleconferência de ministros de Finanças do G-7 sobre a Grécia. Segundo uma fonte da zona do euro, durante a teleconferência os EUA pediram uma rápida solução para a crise grega. No comunicado da zona do euro, os ministros afirmaram que a unidade nacional na Grécia é um "pré-requisito para o sucesso" de qualquer programa. As informações são da Dow Jones.

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