Minoritários da Varig querem alternativa contra prejuízo

Diretores da Varig, VarigLog e representantes dos acionistas minoritários estarão reunidos na próxima segunda-feira, no Rio de Janeiro, para discutir a situação dos investidores após a venda da operação aérea para a ex-subsidiária de logística. Os minoritários argumentam que a Varig "antiga" ficou com todo o passivo e ativos que não cobrem suas dívidas de R$ 7,9 bilhões, o que, na prática, tornaria as ações sem valor. Os minoritários esperam discutir uma forma de participar do capital da nova operação comandada pela VarigLog e, com isso, evitar prejuízos com sua participação acionária. Eles representam cerca de 13% do capital da Varig, que continua em recuperação judicial, e consideram que poderiam participar com 10% da VarigLog. "Os minoritários não criaram esta realidade", comentou o advogado Fabrício Scalzilli, que representa os investidores no conselho fiscal da Varig. A conversão de créditos em debêntures, proposta pela VarigLog, poderia servir de modelo para uma negociação com os minoritários, citou Scalzilli. Ao observar que esta iniciativa é inédita, constatou que essa condição é freqüente no caso Varig. "É um laboratório", afirmou. Ele lembrou que a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) divulgará esclarecimentos sobre o leilão da Varig e questionou a permanência das ações no pregão. "Por que a CVM permitiu que as ações ficassem na Bolsa?"

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