Moedas ficam pressionadas por onda de aversão ao risco

Uma onda de vendas tomou conta dos negócios com moedas de maior rendimento na madrugada desta quarta-feira, com investidores nervosos diante do aumento generalizado de aversão ao risco, por conta da atual crise vivida pelo mercado de crédito imobiliário norte-americano para clientes de alto risco, conhecido como subprime. As moedas de maior rendimento como o dólar da Nova Zelândia, a libra esterlina e o dólar australiano caíram e as moedas de baixo rendimento como o iene e o franco suíço subiram. As moedas emergentes européias também sofreram o peso da apreensão dos investidores, com a lira turca, o zloty polonês e o forint húngaro pressionados contra o euro. Alguns sinais de venda entre as moedas de alto rendimento já haviam sido vistos ontem. Investidores dizem que hoje os negócios com as moedas de elevado rendimento serão orientados pelo comportamento da bolsa norte-americana e pelo spread dos bônus das empresas, os quais podem indicar maior deterioração no mercado hipotecário subprime. "Não temos a certeza de que o pior já passou", disse um operador. Os indicadores econômicos norte-americanos também serão acompanhados pelo mercado. Em nota a clientes, o Citigroup alertou que os dados sobre o déficit em conta corrente dos EUA no quarto trimestre, previsto para às 9h30 (de Brasília), têm potencial para desestabilizar as cotações do dólar. "Se os problemas no mercado subprime continuarem a piorar, os investidores podem ficar ainda mais sensíveis a problemas estruturais da economia norte-americana", disse a instituição. Estrategistas do BNP Paribas observaram que com a alta do iene, vários operadores e investidores podem ser forçados a abandonarem suas posições nos mercados emergentes, já que muitos tomaram recursos emprestados em ienes para adquirir as moedas emergentes. Ao mesmo tempo, os participantes mostram um otimismo cauteloso. "A relativa resistência das moedas de mercados emergentes à alta para 115,80 ienes por dólar americano indica que os investidores que recolhem moedas nas mínimas continuam ativos", disseram analistas. As informações são da Dow Jones.

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