Mongeral Aegon vai abrir gestora de recursos no País

Com US$ 500 bilhões de ativos sob gestão no mundo, o objetivo é gerir recursos de grandes investidores

Altamiro Silva Júnior, da Agência Estado,

27 de agosto de 2010 | 18h03

A seguradora holandesa Aegon, que entrou no mercado brasileiro de seguros há pouco mais de um ano, agora vai passar a operar com gestão de recursos. O grupo, que comprou 50% da Mongeral Seguros e Previdência em 2008, acaba de receber autorização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para montar uma gestora de recursos.

Com US$ 500 bilhões de ativos sob gestão no mundo, o objetivo é gerir recursos de grandes investidores, como fundos de pensão. Mas a Aegon também está de olho na baixa renda e prepara produtos específicos para este público, como um seguro de vida que será vendido a preços menores. "O Brasil passa por um momento muito dinâmico, você nota e sente o desenvolvimento quando anda pelo País. Em vários países que atuamos, a economia está em recessão", diz o presidente e CEO da Aegon Americas, Mark Mullin, que passou por São Paulo esta semana para comemorar os 175 anos da seguradora Mongeral.

O mercado de seguros e previdência ainda tem muito a desenvolver no Brasil, destaca o executivo. "Ao contrário de um seguro de carro, pouca gente tem um seguro de vida aqui. Nos Estados Unidos e Japão todo mundo tem", diz Mullin. Por isso, o executivo vê oportunidades de expansão dos negócios e planeja trazer produtos que a Aegon desenvolveu em outros mercados. Um deles é um seguro que protege contra a volatilidade do mercado, garantindo um valor mínimo.

O grupo holandês está entre os dez maiores do mundo entre as seguradoras de vida e previdência. A Aegon está presente em 20 países e tem 40 milhões de clientes. No Brasil, entrou por meio da aquisição de 50% do capital da Mongeral, seguradora criada em 1835 e especializada em vida e previdência. Com isso, foi criada a Mongeral Aegon.

Para 2010, a meta da seguradora é crescer 30%. No ano passado, a expansão foi de 25%, com ativos totais de R$ 305 milhões. "Há uma enorme quantidade de gente entrando no mercado de consumo", diz o presidente da Mongeral Aegon, Helder Molina. Uma das áreas de interesse do grupo é desenvolver produtos para o mercado imobiliário. O objetivo, após a parceria com os holandeses, é estar entre as cinco maiores empresas independentes de vida e previdência do Brasil nos próximos quatro anos. A Mongeral conta com 600 mil clientes no País.

Na Holanda, a Aegon sofreu com a crise financeira mundial em 2008. Assim como sua conterrânea ING, precisou de ajuda do governo para conseguir sobreviver. Foram 3 bilhões de euros em um empréstimo. Segundo Mullin, as coisas melhoraram em 2009 e este ano. O impacto maior da crise foi nas operações financeiras da empresa, que tinha em seu patrimônio títulos de empresas americanas que tiveram forte queda. "Nosso core business não foi influenciado, houve queda de vendas, mas já recuperaram". No último dia 17, o grupo holandês disse que pretende devolver 2 bilhões de euros ao governo até o final de junho de 2011.

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