Moody's coloca classificação de risco do País em revisão

A agência de classificação de risco Moody's colocou os ratings do Brasil em revisão para possível elevação. Os ratings em revisão incluem a classificação Ba2, do teto para títulos do País em moeda estrangeira, Ba3 para bônus do governo em moeda estrangeira e em moeda local e B1 para o teto do rating de depósitos bancários em moeda estrangeira. Segundo a Moody´s, a revisão vai avaliar a capacidade do Brasil de manter as tendências que até agora têm levado a uma redução significativa dos indicadores de vulnerabilidade externa e têm dado suporte a taxas de endividamento do setor público relativamente estáveis. "A revisão vai focalizar a capacidade do Brasil para gerir condições econômicas que poderiam surgir no futuro como resultado de um ambiente econômico internacional menos benigno, inclusive a presença de taxas de juro internacionais mais altas. Será particularmente importante ter uma compreensão melhor sobre o impacto potencial de cenários que incorporem uma desaceleração no crescimento econômico mundial e preços mais baixos das commodities no desempenho futuro das exportações do Brasil", disse Mauro Leos, vice-presidente da Moody's. Sobre a perspectiva fiscal, Leos indicou que atenção especial será dada, no processo de revisão dos ratings, aos desafios de médio prazo que o governo brasileiro enfrentará como resultado de uma estrutura de gastos rígida, que tem levado a um crescimento persistente dos gastos primários, uma situação que parece ser inconsistente com a intenção do governo de assegurar sustentabilidade fiscal ao longo do tempo. "Nós também vamos avaliar o papel crescente que os investidores não-residentes desempenham no mercado doméstico de capitais, de modo a determinar o impacto possível de uma potencial volatilidade nos fluxos de carteira", acrescentou. A Moody's ressalvou que a revisão não vai abranger o teto para o rating de depósitos em moeda local, atualmente A3, e o rating máximo possível que pode ser atribuído a obrigações em moeda local, também A3. As informações são da Dow Jones.

Agencia Estado,

01 de agosto de 2006 | 14h55

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