Morte de Eduardo Campos trava venda de títulos de dívida externa do Brasil

Investidores tentam interpretar efeitos do incidente para a economia; momentaneamente, considera-se mais arriscado investir no País

Cynthia Decloedt, Agência Estado

13 de agosto de 2014 | 15h18

Não só a Bolsa e o mercado de câmbio foram abalados nesta quarta-feira, 13, imediatamente após a confirmação da morte de Eduardo Campos. O mercado secundário de títulos de dívida externa do Brasil travou. Investidores tentam interpretar as consequências do incidente na disputa presidencial. 

O contrato de proteção ao risco de crédito do Brasil para cinco anos piorou, de acordo com informações de fontes consultadas pela Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado.

"A impressão que o mercado tem é de que se Marina conseguir ir para um segundo turno teria mais chance de vencer a candidata do PT, Dilma Rousseff", afirmou um profissional, sob condição de anonimato. 

O CDS (Credit Default Swap) de cinco anos, diz fonte, subiu de 149/151 pontos-base no começo do dia para 156 pontos-base. Isso indicando um custo maior para garantir proteção durante cinco anos contra eventual calote do Brasil. Em outra palavras, ao menos momentaneamente, considera-se mais arriscado investir no País.

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