Na Ásia, mercados fecham em queda; Xangai sobe

Os mercados recuaram à medida que os investidores retornaram após fim de semana prolongado de feriado

Antonio Rogério Cazzali, Roberto Carlos dos Santos e Clarissa Mangueira, da Agência Estado,

28 de dezembro de 2011 | 08h01

A maior parte dos mercados asiáticos fechou em queda, com as Bolsas da Austrália e de Hong Kong recuando à medida que os investidores retornaram após um fim de semana prolongado de feriado, embora o principal índice acionário chinês tenha se recuperado das mínimas em 33 meses com uma negociação agitada.

Um declínio de ações chinesas pesou sobre a Bolsa de Hong Kong, que encerrou em território negativo, enquanto o volume de negociação permaneceu fraco devido à cautela dos investidores antes de um leilão de títulos da Itália, que estava previsto para às 8h (de Brasília). O índice Hang Seng Index caiu 0,6%, para 18.518,67 pontos. O volume de negociação registrou uma nova mínima no ano, de 27,90 bilhões de dólares de Hong Kong. ICBC recuou 3,3%, China Overseas Land declinou 3,0% e China Resources Land caiu 2,7%.

Na China, a bolsa fechou marginalmente em alta, ajudada pela caça por pechinchas que levou o principal índice local a se recuperar de seu menor nível em quase três anos. O índice Shanghai Composto subiu 0,2%, para 2.170,01 pontos. Já o índice Shenzhen Composto recuou 0,5%, para 849,76 pontos. As produtoras de cimento foram os destaques de alta: Henan Tongli Cement (+8,3%) e Anhui Chaodong Cement (+4,4%). No setor de gás, Sichuan Datong Gas Development (+9,9%) e Changchun Gas (+9,1%), após o órgão regulador anunciar reformas na precificação do gás natural na Província de Guangdong e na região autônoma de Guangxi Zhuang.

O yuan subiu ante o dólar, depois que o Banco Central chinês guiou a moeda norte-americana para uma nova mínima recorde. No mercado de balcão, o dólar fechou cotado em 6,3212 yuans, ante 6,3226 yuans na terça-feira. O Banco do Povo da China (PBOC) fixou a taxa de paridade dólar-yuan em 6,3146 yuans, um a mínima histórica, pela segunda sessão consecutiva. Na terça, a taxa foi fixada em 6,3152 yuans.

A Bolsa de Seul, na Coreia do Sul, fechou em baixa, com os papéis de empresas de telecomunicações liderando os declínios após o prazo final de 2011 para o pagamento de dividendos. O índice Kospi recuou 0,9%, aos 1.825,12 pontos. SK Telecom caiu 6,3% e KT Corp. registrou baixa de 4,8%. Entre as empresas de tecnologia, Samsung Electronics sofreu queda de 1,1%. Outras empresas do setor, porém, fecharam no azul: LG Display subiu 0,9% e Samsung SDI anotou valorização de 1,1%.

Em Taiwan, a Bolsa de Taipei fechou negativa, com baixo volume de negócios. Os investidores estão esperando a passagem do período de férias, ainda preocupados com a situação da dívida europeia, disse Henry Miao, analista da Hua Nan Securities. O índice Taiwan Weighted retrocedeu 0,40%, aos 7.056,67 pontos. O analista também afirmou que ações de tecnologia provavelmente continuarão fracas, diante da perspectiva pessimista para o primeiro trimestre. Ontem, porém, TSMC subiu 0,3% e Acer teve alta de 0,6%. Chimei Innolux, por sua vez, retrocedeu 3,5%. Entre as financeiras, Cathay Financial recuou 0,6%.

Na Austrália, a Bolsa de Sydney fechou em baixa, em reduzido volume de negócios, com os investidores focados na crise que atinge a zona do euro. O mercado também foi influenciado pela tendência de baixa nos preços das commodities. O índice S&P/ASX 200 caiu 1,25%, aos 4.088,80 pontos. No setor financeiro, Westpac, AMP e QBE registraram quedas entre 1,7% e 2,1%. Entre as mineradoras, BHP Billiton, Rio Tinto, Newcrest e Fortescue retrocederam entre 1,7% e 3,1%. No setor de energia, Woodside Petroleum, Santos e Oil Search anotaram perdas entre 0,7% e 1%.

A Bolsa de Manila, nas Filipinas, seguiu a trilha de outros mercados da Ásia e também fechou em baixa. O índice PSE caiu 0,57%, aos 4.336,63.

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