Na contramão externa, dólar sobe e fecha acima de R$ 2

A moeda dos EUA encerrou a R$ 2,0060, em alta de 0,35%, no mercado à vista

Luciana Antonello Xavier, da Agência Estado,

29 de abril de 2013 | 17h21

Na contramão do exterior, o dólar passou a maior parte da sessão desta segunda-feira, 29, em alta ante o real, num movimento de ajuste, após ter caído 1,05% na semana passada. A desvalorização recente da moeda norte-americana ocorreu, em parte, pela antecipação de entrada de recursos esperada com emissões corporativas e ofertas públicas iniciais de ações (IPO, na sigla em inglês), como a da BB Seguridade e a da Smiles, que estrearam neste pregão na BM&FBovespa. Além disso, segundo operadores, houve pressão de fundos na rolagem de contratos futuros.

O dólar começou o dia em baixa, acompanhando o comportamento de outras divisas, mas inverteu o sinal ainda pela manhã. O dólar à vista no balcão encerrou em alta de 0,35%, cotado a R$ 2,0060. A mínima foi de R$ 1,9920 (-0,35%) e a máxima, de R$ 2,0070 (+0,40%). O giro financeiro, perto das 17 horas, era de US$ 2,916 bilhões.

Nesta tarde, o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, avaliou que houve melhora no cenário internacional e que o governo poderá fazer emissões externas nas próximas semanas. "No ano passado e no início deste ano, com a volatilidade mais forte, optamos por não fazer (emissões), mas os sinais são de que a volatilidade diminuiu bastante", disse.

Com seu IPO, a BB Seguridade, braço de seguros do Banco do Brasil, conseguiu captar até R$ 11,475 bilhões. A empresa estreou no Novo Mercado da Bolsa, com valor de mercado de cerca de R$ 34 bilhões, conforme cálculos de fonte próxima à operação, o que significa a maior abertura de capital no País desde 2009, quando o espanhol Santander levantou cerca de R$ 14 bilhões. Já a oferta pública inicial da Smiles, controlada da Gol, movimentou até R$ 1,132 bilhão, de acordo com informações enviadas à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

No mercado futuro, perto das 17 horas, o dólar para maio de 2013 subia 0,22%, a R$ 2,005. A mínima foi de R$ 1,9920 (-0,42%) e a máxima, de R$ 2,008 (+0,37%). O contrato de dólar para junho de 2013 subia 0,30%, a R$ 2,0155, tendo oscilado de R$ 2,0020 (-0,37%) a R$ 2,0175 (+0,39%).

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