Na Europa, bolsas sobem de olho em plano para dívida

Expectativa de que uma solução seja apresentada em brevve levou ganhos aos mercados

Gabriel Bueno, da Agência Estado,

21 de outubro de 2011 | 15h47

As bolsas europeias fecharam em alta hoje, com as ações dos bancos se recuperando das perdas acentuadas na sessão anterior devido às esperanças de que um plano para solucionar a crise da dívida da zona do euro seja apresentado em breve. O índice pan-europeu Stoxx 600 subiu 2,51%, ou 5,86 pontos, para 238,93 pontos. Na semana, o índice ganhou 0,18%.

Entre os bancos, as ações do UniCredit (+6,6%), BNP Paribas (+6,2%), Commerzbank (+7,4%) e Deutsche Bank (+6,9%). As bolsas da Europa tiveram uma semana de negociação volátil, à medida que o otimismo em torno de uma possível solução para a crise da dívida aumentou e diminuiu com várias reportagens da mídia. Ontem, os índices fecharam com queda acentuada, após notícias de que a cúpula da União Europeia prevista para domingo poderia ser adiada, apesar de a informação ter sido negada posteriormente.

Mas o sentimento foi impulsionado hoje após o presidente da França, Nicolas Sarkozy, e a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, emitirem um comunicado conjunto na noite de ontem afirmando que se reunirão amanhã em Bruxelas, para se prepararem para a cúpula dos líderes europeus no domingo.

Eles disseram que planejavam oferecer uma resposta para a crise da dívida, mas ressaltaram que um acordo pode não ser alcançado no domingo e uma segunda cúpula seria realizada na quarta-feira. "Embora haja muitas propostas flutuando em torno de inúmeras questões que precisam de solução, parece que um progresso está sendo feito", afirmou em nota o estrategista-chefe da FxPro, Michael Derk.

O índice DAX 30, da Bolsa de Frankfurt, fechou em alta de 3,55%, aos 5.970,96 pontos. Na semana, o índice teve variação de 0,06%. Na França, o índice CAC 40 da Bolsa de Paris subiu 2,83%, chegando aos 3.171,34 pontos. Na semana, o CAC 40 variou -1,45%. As ações da Michelin saltaram 4,8%, após o banco HSBC elevar sua recomendação da fabricante de pneus de "neutral" para "overweight".

As ações da Safran recuaram 8% em Paris, mesmo após a companhia aeroespacial informar sobre lucros no terceiro trimestre e confirmar sua perspectiva para o ano todo. Em Londres, o índice FTSE 100 teve alta de 1,93%, para 5.488,65 pontos, e na semana avançaram 0,41%. As ações do Weir Group, do setor de engenharia, ganharam 5,9%. Os bancos britânicos também tiveram ganhos, com Barclays avançando quase 6% e Royal Bank of Scotland, 3,4%.

Na Itália, o índice FTSE MIB da Bolsa de Milão fechou em alta de 2,80%, chegando aos 16.116,48 pontos. Na semana, o FTSE MIB perdeu 1,06%. Na Espanha, o Ibex 35 ganhou 2,84%, para 8.853,00 pontos, e na semana recuou 1,36%. As ações do Santander subiram 2,9% após o banco informar que ganhará US$ 1,15 bilhão ao vender sua unidade de financiamento ao consumo nos Estados Unidos. Os recursos da venda deverão ser usados para aumentar a solvência do banco. Já em Portugal, o índice PSI 20 subiu 1,37%, para fechar em 5.993,51 pontos. Na semana, o índice da Bolsa de Lisboa ficou em -1,53%.

Entre outras ações com grandes mudanças, Thomas Cook disparou 13,1% em Londres, após a companhia do setor de turismo afirmar que concordou em alterar os termos de um financiamento e fechou um novo empréstimo de 100 milhões (US$ 158 milhões) de libras. No setor energético, as ações da Statoil subiram 3,1% em Oslo, enquanto a Lundin Petroleum ganhou 9,8% em Estocolmo.

A Statoil informou hoje que dobrou sua estimativa para reservas de petróleo em Aldous Major South, no Mar do Norte. A Statoil é a operadora e possui 40% desse campo. Seus parceiros são a estatal Petoro, com participação de 30%, a Det Norske Oljeselskap, com 20%, e a Lundin, com 10%. As ações da Det Norske Oljeselskap dispararam quase 54% em Oslo. As informações são da Dow Jones.

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