Na Europa, mercados encerram o dia em baixa

Bolsas foram pressionadas por ações de bancos e mineradoras após divulgação de números fracos sobre encomendas de bens duráveis nos EUA

Danielle Chaves, da Agência Estado,

28 de março de 2012 | 14h18

As bolsas europeias fecharam em queda nesta quarta-feira, pressionadas por bancos e mineradoras depois da decepção com o dado mais fraco do que o esperado sobre encomendas de bens duráveis nos Estados Unidos e em meio à queda dos preços das commodities. As encomendas subiram 2,2% em fevereiro, abaixo da previsão de alta de 3,0%. O índice Stoxx Europe 600 terminou a sessão com baixa de 1,1%, aos 264,10 pontos.

"Existem receios de que a melhora na economia não esteja tão forte e de que os participantes dos mercados tenham exagerado no otimismo após a liquidez extra fornecida pelo Banco Central Europeu" recentemente, afirmou Christian Tegllund Blaabjerg, economista-chefe da FIH Erhvervsbank. "Nós vamos ver as ações seguindo em queda", acrescentou.

O índice Ibex-35 da Bolsa de Madri teve a maior perda, de 1,96%, para 7.980,80 pontos, com destaque para ações de bancos. Banco Sabadell caiu 3,0%, Bankia recuou 3,6% e Banco Santander cedeu 1,9%. A questão da dívida do governo espanhol continuou pesando sobre a bolsa antes da greve geral no país marcada para amanhã e do anúncio sobre o orçamento previsto para sexta-feira. Um economista do Citigroup afirmou hoje que o risco de uma reestruturação da dívida da Espanha aumentou.

Em Milão, Banca Popolare di Milano caiu 5,4% depois de ter a recomendação para suas ações rebaixada de "outperform" para "neutra". O índice FTSE MIB fechou em baixa de 0,28%, aos 16.451,71 pontos. A Bolsa de Lisboa terminou com o índice PSI-20 em queda de 0,91%, aos 5.603,07 pontos.

A petroleira francesa Total terminou o dia com recuo de 1,3%, ainda pressionada pelas preocupações com o vazamento de gás em uma operação no Mar do Norte que começou no domingo. O índice CAC-40 perdeu 1,14%, para 3.430,15 pontos. No setor bancário, Société Générale caiu 2,9%, Crédit Agricole declinou 2,8% e BNP Paribas cedeu 1,3%.

Os bancos também foram destaque negativo em Londres, onde o índice FT-100 perdeu 1,03%, para 5.808,99 pontos. Lloyds Banking Group caiu 1,1% e Barclays fechou em baixa de 2,3%. Empresas ligadas a recursos naturais também tiveram um dia ruim, afetadas pelas quedas dos preços das commodities. Entre as mineradoras, Fresnillo caiu 4,1%, Vedanta Resources declinou 5,5% e Anglo American teve queda de 2,8%. Entre as petroleiras, BG Group fechou com -1,7% e BP registrou -0,7%.

Na Alemanha, o índice DAX caiu 1,13%, para 6.998,80 pontos. As montadoras lideraram as baixas, como BMW (-1,8% e Daimler (-2,2%). Fora do índice, Infineon Technologies se destacou com alta de 1,8%, depois de ter seu preço-alvo elevado pelo Exane BNP Paribas.

A finlandesa Nokia avançou 3,5% em Helsinque em seguida ao anúncio de que a versão chinesa de seu smartphone Lumia 800 estará disponível no mercado da China em abril. As informações são da Dow Jones.

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