Natal já chegou aos supermercados

Na briga para sair na frente da concorrência e aumentar as vendas por impulso, o Sam's Club, braço atacadista do Wal-Mart, decidiu antecipar o Natal. As gôndolas da rede, com 15 lojas, já estão tomadas por Papais Noéis, bonecos de neve, bolas, enfeites e árvores de Natal.A exposição dos produtos, a maioria importados, foi antecipada em um mês em relação a 2005. A expectativa é de crescer 30% em relação ao Natal do ano anterior. "O alvo principal nessa época são lojistas e revendedores, mas queremos aumentar as vendas para o consumidor comum", diz o vice-presidente do Sam's Club, Marcos Ambrosano."Cada vez mais o comércio antecipa datas, sair na frente é vantajoso porque estimula a compra por impulso", justifica. Ele observa que a queda do dólar ante o real trouxe uma redução de preços em torno de 15% e também deve estimular as vendas."Disputar a atenção do consumidor em novembro, quando todos estão brigando pelo mesmo mercado, é muito mais complicado. A antecipação de datas permite um aumento das vendas por impulso e de produtos de maior valor", diz o diretor-comercial do Carrefour, César Collier.No mês que vem, ele já pretende pôr a primeira fornada de panetones nas prateleiras da rede, em outubro as cestas de Natal e, em seguida, outros produtos sazonais. Collier estima um crescimento de 15% nas vendas ante igual período em 2005, por ter reforçado as encomendas de importados e pela antecipação do Natal. "Na Páscoa, saímos na frente também e tivemos vantagens."Especializado em importados, o supermercado Santa Luiza pela primeira vez decidiu antecipar as compras no exterior, de agosto para junho e julho, e vai começar a pôr nas gôndolas os produtos assim que chegarem. "Foi uma decisão para evitar atraso no desembarque dos produtos, que ocorreu no ano passado. Aumentamos também em 20% o volume de compras", diz o diretor Jorge Conceição Lopes.O diretor-comercial de Alimentos do Pão de Açúcar, César Suaki, acredita que a empresa este ano terá o melhor Natal de sua história. A companhia elevou as encomendas para o fim de ano e chegou a dobrar a compra de alguns produtos importados em relação a 2005.Mas o otimismo do executivo está mais vinculado às condições agressivas de negociação da companhia do que a uma melhoria de consumo. Até o momento, ele define o ano de "morno" e acredita numa alteração do comportamento do consumidor excessivamente endividado."Ele tomou um tranco e deve parar para avaliar seus gastos." E, a partir dessa reflexão, prevê, poderá haver uma mudança de comportamento.

Agencia Estado,

25 de agosto de 2006 | 08h45

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