Natura estréia venda direta na França

Dezoito meses depois de abrir uma loja no Boulevard Saint Germain, em Paris, a Natura iniciou agora o sistema de venda direta na França. A operação começará com 60 consultoras de Paris e arredores. O sistema sofrerá algumas adaptações, mas será muito parecido com o brasileiro.Desde o começo, a decisão de fazer venda de porta em porta iria depender do êxito da operação de marketing no país. "A Natura sempre pensou em fazer venda direta na França, mas, antes, era preciso tornar a marca conhecida no país", explica Denise Figueiredo, diretora da Natura França. "Esse não é um mercado muito desenvolvido como no Brasil." Até o final deste ano, a Natura terá investido ? 16 milhões na operação francesa.No esquema francês, a comissão será idêntica à brasileira. A diferença é que o consumidor poderá comprar pela internet ou na loja, sem a intermediação da vendedora, o que não é possível no Brasil. Na França, as consultoras da Natura não vão só vender, mas também ensinar automassagem aos clientes, numa sessão que pode durar até uma hora e meia. "As diferenças culturais exigiram certas adaptações na maneira de lidar com as consultoras", diz Denise.Boa parte das consultoras é de origem francesa. Mas há também brasileiras no time - elas são 35% do total. A maioria das vendedoras tem emprego e nível superior completo. O país é considerado um laboratório para a Natura no mundo desenvolvido. A empresa prevê expandir a venda para outras cidades da França e estuda entrar no mercado inglês, russo e americano.A Natura, que faturou US$ 1,3 bilhão em 2005, opera no mercado internacional desde 1994, quando entrou no Chile. Hoje está na Argentina, Peru, Bolívia, México e França.PesquisaA França também vai sediar o primeiro laboratório de pesquisa e desenvolvimento da Natura fora do Brasil. O papel do centro é desenvolver testes de segurança e eficácia por meio de pele artificial e processos in vitro. Ele será a base de testes da companhia no mundo.Desde 2003, a Natura não usa mais animais em teste de laboratório de produtos acabados. Em dezembro deste ano, ela espera eliminar essa prática também nos testes com matérias-primas. O laboratório terá entre 10 e 15 pesquisadores.A Natura também vai aproveitar a experiência dos franceses com embalagens para desenvolver novos produtos por lá. Toda essa parte é feita hoje no Brasil. A empresa investe 3% da sua receita em pesquisa e desenvolvimento.

Agencia Estado,

11 de outubro de 2006 | 09h36

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