Negociações com Bolívia estão tranqüilas, diz Petrobras

O diretor financeiro da Petrobras, Almir Barbassa, comentou hoje que as negociações sobre o refino na Bolívia caminham tranqüilas. "Diria que estão mais para a tranqüilidade do que para a intranqüilidade", afirmou o diretor, em apresentação dos planos de investimentos da estatal nos próximos cinco anos, no Instituo Brasileiro de Executivos de Finanças (Ibef).Indagado por um executivo sobre o andamento das negociações e a possibilidade de a Bolívia "tomar as instalações de refino da Petrobras no País", Barbassa comentou que a estatal tem "mantido desde o início a postura de negociar." "Se quiserem assumir o refino, queremos receber a indenização."O diretor afirmou, porém, que não vê mais "este tom" de nacionalização nas negociações que estão ocorrendo esta semana em La Paz. "Agora parece que eles estão querendo garantir seu suprimento de combustíveis líquidos, depois de alguns problemas das últimas semanas, quando faltaram regionalmente alguns destes produtos por dificuldades logísticas e de atendimento à demanda interna", comentou.PreçoBarbassa, a queda na cotação do gás natural na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), que vem sendo verificada nos últimos dois meses, "esvazia o argumento da Bolívia" em busca de um reajuste extraordinário no preço do combustível vendido ao Brasil."A atual cotação mostra que nossos preços sempre estiveram alinhados num longo prazo aos praticados no mercado internacional", argumentou Barbassa. Pela cotação de ontem na Nymex, o gás estava cotado a US$ 4,75 por milhão de BTU (British Termal Unity - medida de poder calorífico do energético), ante mais de US$ 15 por milhão de BTU no final de 2005.Segundo Barbassa, a Petrobras sempre reajustou seus preços de gás internamente a cada três meses, de acordo com uma cesta de óleos internacionais. "Isso sempre manteve o combustível atrelado ao mercado internacional", afirmou Barbassa. Para ele, o principal argumento do governo boliviano para forçar um reajuste extraordinário estava na diferença de preços entre esta cesta de óleos e o valor do gás cotado na Nymex. "As negociações agora devem ficar mais fáceis, porque o principal argumento deles ficou muito frágil", disse.

Agencia Estado,

26 de setembro de 2006 | 15h16

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