Nenhum outro país da zona do euro é considerado vulnerável, diz fundo europeu

Klaus Regling, executivo-chefe da chamado Linha de Estabilidade Financeira Europeia, afirmou que Grécia, Irlanda e Portugal tomaram as medidas certas para colocar suas finanças em ordem

Danielle Chaves, da Agência Estado,

26 de maio de 2011 | 09h11

Grécia, Irlanda e Portugal tomaram as medidas certas para colocar suas finanças em ordem e os mercados não esperam que outros países recorram ao fundo de resgate da zona do euro, afirmou Klaus Regling, executivo-chefe do fundo, chamado Linha de Estabilidade Financeira Europeia (EFSF, na sigla em inglês). Regling também sugeriu que a China "está claramente interessada" em comprar títulos no leilão de bônus para o socorro de Portugal marcado para o próximo mês.

"Grécia, Irlanda e Portugal receberam assistência financeira (...) apesar de os problemas no mercado de dívida soberana persistirem em todos os três países", afirmou Regling. Além disso, "o risco de contágio foi contido (...) nenhum outro país da região é considerado vulnerável pelos mercados", acrescentou.

A EFSF foi criada em seguida à recente crise de dívida soberana na Europa e, junto com a União Europeia e o Fundo Monetário Internacional (FMI), está concedendo empréstimos para estabilizar a zona do euro. O fundo de resgate pretende levantar em junho 35 bilhões de euros para emprestar 26 bilhões de euros a Portugal, de uma ajuda internacional total de 78 bilhões de euros.

"Esse mecanismo de resolução de crise não prevê um fluxo permanente de dinheiro, ou transferências fiscais, de países fortes para fracos", disse Regling. "Não é uma fonte de recursos livre (...) o suporte é na forma de empréstimos, sob condições rígidas, para permitir que os países se ajudem", completou. As informações são da Dow Jones.

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