Nikkei recua com alta do iene e resultados em foco

Índice Nikkei fechou em baixa de 1,2%, aos 14.327,94 pontos

31 de outubro de 2013 | 06h45

O principal índice de ações da Bolsa de Tóquio encerrou o dia em queda, prejudicado pela desvalorização do dólar e por resultados corporativos abaixo do esperado pelo mercado. O índice Nikkei fechou em baixa de 1,2%, aos 14.327,94 pontos.

O índice chegou a abrir o dia no campo positivo, guiado por um dólar mais forte após a surpreendente avaliação otimista do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) sobre a economia dos EUA, o que foi interpretado por muitos como um sinal de que uma redução dos estímulos pode vir antes do que o esperado.

No entanto, as especulações duraram pouco e o dólar perdeu força durante o pregão. No fechamento da Bolsa de Tóquio, o dólar era negociado a 98,29 ienes, de 98,47 ienes no fim da tarde de ontem.

Segundo o consultor de mercado da Tachibana Securities, Kenichi Hirano, os investidores estão relutantes em realizar novas compras, uma vez que as ações parecem caras. No período de 7 a 30 de outubro, o índice Nikkei avançou 4,7%.

A Markit divulgou durante as negociações que o o índice dos gerentes de compras (PMI) industrial de outubro do Japão atingiu o nível mais alto desde maio de 2010, ao subir para 54,2, de 52,5 em setembro. Já o Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês) manteve a política monetária, em uma decisão unânime.

Mas o mercado japonês foi impactado pelas ações da Honda Motor e da Toshiba, pressionadas pela divulgação de resultados trimestrais. Os papéis da Honda caíram 1,3% e os da Toshiba encerraram em baixa de 5,2%.

A Honda anunciou um lucro líquido de 120,37 bilhões de ienes para o terceiro trimestre, enquanto a expectativa do mercado era por ganhos de 142,90 bilhões de ienes. No entanto, a empresa manteve as projeções de lucro líquido e lucro operacional para o ano.

Os ganhos da Toshiba também foram menores. A companhia lucrou 21,5 bilhões de ienes na primeira metade do ano, uma queda de 14% sobre o mesmo período do ano anterior. Já a meta de lucro operacional para o ano foi revisada para cima, de 260 bilhões de ienes para 290 bilhões de ienes, mas isso já era amplamente esperado pelo mercado, disseram alguns analistas. Fonte: Dow Jones Newswires.

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