Nikkei sobe, mas impasse nos EUA ainda preocupa mercado

Investidores aguardam por uma resolução no impasse político do governo norte-americano antes do prazo, que termina nesta 5ª feira

16 de outubro de 2013 | 04h48

O principal índice de ações da Bolsa de Tóquio fechou em leve alta, em um dia de fraco volume de negociações, uma vez que os investidores aguardam por uma resolução no impasse político dos EUA antes do prazo de 17 de outubro, estabelecido pelo Tesouro.

Gestores de fundos e estrategistas disseram que enquanto o mercado está otimista de que o presidente Barack Obama e os republicanos da Câmara dos Representantes alcançarão um acordo antes do prazo determinado pelo Tesouro, os investidores têm poucos incentivos para comprar ou vender até que haja algum desfecho.

O índice Nikkei encerrou em alta de 0,2%, aos 14.467,14 pontos, alcançando a marca de seis pregões consecutivos com ganhos.

No entanto, o mercado pode começar a devolver esses ganhos se o impasse se prolongar. "Se nenhum compromisso for feito até o prazo de 17 de outubro, as ações nos EUA e no Japão provavelmente começarão a recuar até que algum acordo seja alcançado", disse o estrategista-chefe da Daiwa Securities, Junya Naruse. O mercado japonês pode ser ainda mais afetado por conta de uma potencial queda do dólar, afirmou.

Ações de grande peso no índice ajudaram a bolsa a fechar em alta. Os papéis do SoftBank subiram 2,2%, influenciadas pela notícia de que a empresa se unirá com a GungHo Online Entertainment para comprar 51% da finlandesa desenvolvedora de jogos Supercell Oy, por US$ 1,5 bilhão. As ações da GungHo saltaram 15,6%.

O setor que deu os melhores retornos no dia foi o de seguros. Os papéis da Tokio Marine Holdings avançaram 3,1% depois que o jornal Nikkei noticiou que a empresa unirá as suas duas unidades de seguros de vida em outubro do ano que vem.

Já os papéis da Japan Tobacco recuaram 2,0% diante da notícia do jornal Yomiuri Shimbun de que a empresa avalia elevar os preços do cigarro em até 20 ienes o maço no próximo ano fiscal, que se inicia em abril, elevando as preocupações com a desaceleração nas vendas. Fonte: Dow Jones Newswires.

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