Níquel próximo da máxima desde 2008 na LME; cobre cai em NY

Cobre foi negociado a US$ 7.818 por tonelada, uma baixa de US$ 31,00 na LME

Ricardo Gozzi, da Agência Estado,

31 de março de 2010 | 09h29

O níquel aproximou-se de seu maior preço desde meados de 2008 na London Metal Exchange (LME), beneficiando-se de uma onda de compras e da recomposição de estoques pelas usinas de aço inoxidável.

 

A maior parte dos outros metais também foi negociada em alta em Londres, apesar de uma ligeira baixa na cotação do cobre expor a dificuldade para que o metal supere a máxima em 19 meses, alcançada ontem. O cobre foi negociado a US$ 7.818 por tonelada, uma baixa de US$ 31,00 na LME mais cedo. Na Comex eletrônica, o cobre para maio operava em queda de 0,27% a US$ 3,5520 por libra peso.

 

Enquanto isso, a mineradora anglo-australiana Rio Tinto anunciou que começará a operar a mina de cobre e ouro de Oyu Tolgoi, na qual possui participação por intermédio da Minas Ivanhoé, na qual possui uma cota de 22,4%. Segundo a empresa, a produção de cobre começará em 2013 e alcançará a capacidade plena de 450.000 toneladas em cinco anos.

 

O níquel chegou a ser negociado por US$ 24.805 a tonelada métrica na LME. Às 8h35 de Brasília, o contrato de níquel para três meses era negociado a US$ 24.720, o que representa uma alta de US$ 370 no dia.

 

Michael Jansen, analista do JP Morgan, acredita na probabilidade de o rali ainda ter uma margem de alta de entre US$ 2.000,00 e US$ 3.000,00, mas ressalva que os fundamentos para médio e longo prazos são desfavoráveis por causa de novas minas e da produção chinesa de níquel primário.

 

No momento, uma recuperação da indústria de aço inoxidável - consumidora primária do níquel - coincide com uma greve na canadense Vale Inco. A paralisação está prestes a ingressar em seu nono mês e não há indícios de reaproximação entre a direção e os grevistas. As usinas de aço inoxidável da Europa discutem no momento o aumento da capacidade operacional para entre 85% e 90% este ano, observa David Wilson, do Société Générale. "Isso pode apenas dar ainda mais suporte ao níquel. Projetamos um preço médio de US$ 24.600,00 por tonelada

no segundo trimestre", afirmou.

 

Entre os outros metais, o alumínio tocou a máxima em dois meses e meio e apresentava às 8h35 (de Brasília) uma alta de US$ 19,65 na LME, a US$ 2.312,65 por tonelada; o zinco tinha queda de US$ 3,00, sendo negociado a US$ 2.376,00; o chumbo subia US$ 9,00, vendido a US$ 2.144,00; o estanho tinha alta US$ 100,00, sendo negociado a US$ 18.465,00 por tonelada. As informações são da Dow Jones.

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