Notícia dos EUA deixa petróleo sem direção definida

Os contratos futuros de petróleo operam em direções diferentes nesta quarta-feira, 25, após a notícia de que os EUA vão exportar parte de seu condensado mais leve nos mercados internacionais. Esta é uma grande notícia para o petróleo bruto WTI, dos EUA, tendo em vista que até 700 mil barris por dia de condensado poderão ser exportados, afirmou David Hufton, da corretora PVM.

Agência Estado

25 de junho de 2014 | 08h05

O mercado deve mostrar interesse em saber se isso é um sinal de uma política mais relaxada em todo o setor de petróleo bruto norte-americano. Em grande parte, as exportações de petróleo bruto foram proibidas desde a década de 1970.

Contudo Amrita Sen, analista-chefe do petróleo na Energy Aspects, foi firme no que diz respeito ao que foi aprovado para embarques. "Não é o óleo, é condensado. Isso não é uma suspensão da proibição em petróleo bruto. Isso não vai acontecer tão cedo", porque há muitas pressões políticas em jogo, disse ela.

A exportação de condensado provavelmente vai aproximar os dois maiores contratos de petróleo do mundo, reduzindo assim o spread entre eles.

Às 7h40 (de Brasília), o contrato de petróleo com entrega para agosto na Nymex subia 0,48%, aos US$ 106,54 por barril. Já o brent para agosto caía 0,54%, aos US$ 113,84 por barril.

Na agenda de hoje, os investidores devem analisar de perto os novos dados de estoques de petróleo que serão divulgados pelo Departamento de Energia dos EUA (DoE, na sigla em inglês). Ontem, o American Petroleum Institute (API, uma associação de refinarias) informou que os estoques norte-americanos de petróleo bruto tiveram um crescimento de 4,0 milhões de barris na semana passada. Fonte: Dow Jones Newswires.

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