Noticiário anima e Bolsas europeias têm fortes altas

As bolsas europeias tiveram mais um pregão de fortes altas nesta sexta-feira, após um comunicado conjunto encorajador da chanceler da Alemanha, Angela Merkel, e do presidente da França, François Hollande, e os dados do crescimento econômico dos Estados Unidos, que superaram as expectativas.

SERGIO CALDAS, Agencia Estado

27 de julho de 2012 | 14h33

O índice Stoxx Europe 600 subiu 1,3%, para 259,81 pontos, encerrando a semana com um ganho de 0,6%.

No comunicado, Merkel e Hollande prometeram fazer tudo que for possível para proteger a zona do euro, ecoando as palavras de Mario Draghi, presidente do Banco Central Europeu (BCE), que na véspera afirmou que a instituição fará o que puder para preservar a moeda única europeia.

O relatório sobre o Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA também foi bem recebido. Segundo o Departamento do Comércio, o PIB norte-americano cresceu à taxa de 1,5% no segundo trimestre, acima da previsão dos economistas consultados pela Dow Jones, que era de expansão de 1,3%. Além disso, o resultado do PIB no primeiro trimestre foi revisado para cima, para um ganho de 2,0%.

Na Espanha, a vice-primeira-ministra Soraya Sáenz de Santamaría negou que Madri tivesse discutido com a Alemanha a possibilidade de um pacote de resgate total para o país, no valor de 300 bilhões de euros, como havia sido divulgado pela Reuters. O assunto teria sido mencionado na última terça-feira, durante reunião do ministro da Economia espanhol, Luis de Guindos, com o colega alemão Wolfgang Schäuble, em Berlim, mas a notícia foi desmentida com firmeza pelo governo espanhol. A União Europeia aprovou recentemente um programa de ajuda de até 100 bilhões de euros para o setor bancário da Espanha.

O índice de Madri, o Ibex-35, teve nesta sexta o melhor desempenho pelo segundo pregão consecutivo, avançando 3,91% para fechar na máxima do dia, aos 6.617,60 pontos. Na semana, a bolsa espanhola assegurou um ganho de 5,94%.

Em seguida veio o índice FTSE Mib, de Milão, que subiu 2,93% para 13.596,88 pontos, garantindo uma alta de 4,07% na semana. Os bancos, que acumularam fortes perdas nas últimas semanas, foram o destaque do dia, com Unicredit e Mediobanca avançando 4,6% e 5,3%, respectivamente. Pirelli, cujos resultados do primeiro semestre agradaram aos investidores, fechou em alta de 5%.

Em Paris, o índice CAC-40 também encerrou no maior nível da sessão, após saltar 2,28%, para 3.280,19 pontos. Na semana, a valorização foi de 2,7%. Os destaques foram empresas que apresentaram resultados, como Michelin (+7,7%), PPR (+6,6%), Renault (+6,4%) e EADS (+5,7%). Saint-Gobain, por outro lado, despencou quase 11% após fazer um alerta de lucro.

O índice Dax, de Frankfurt, terminou o dia aos 6.689,40 pontos, alta de 1,62%. O avanço na semana foi modesto, de 0,9%. Nesta sessão, destacaram-se ThyssenKrupp, que subiu 4,5%, e MAN, que ganhou 3,1%, após recuar 5,7% no pregão anterior.

A Bolsa de Londres mais uma vez teve um ganho relativamente menor, de 0,97%, com o índice FTSE 100 terminando aos 5.627,21 pontos. Na semana, porém, a bolsa inglesa perdeu 0,43%. Apesar de ser alvo de uma nova investigação - envolvendo uma operação de 2008, para levantamento de fundos no Oriente Médio -, o Barclays deu um salto de 8,7% na sessão desta sexta, após apresentar um desempenho financeiro melhor que o esperado no primeiro semestre. Na direção oposta, a Anglo American pressionou o índice para baixo, com uma perda de 3,6%.

Em Lisboa, o índice PSI-20 apagou as perdas de mais cedo e encerrou com ganho de 1,33%, aos 4.613,33 pontos. Na semana, no entanto, a bolsa portuguesa tombou 2,96%.

Entre bolsas menores, a de Atenas subiu 0,5%, com o índice ASE a 586,26 pontos, após a troica de credores internacionais - Banco Central Europeu, Fundo Monetário Internacional e União Europeia - encerrar uma visita de quatro dias à Grécia para verificar o cumprimento dos termos do acordo de ajuda com o país. As informações são da Dow Jones.

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