Nova Mittal Arcelor vai buscar presença maior na China

O chairman da Mittal, Lakshmi Mittal, afirmou hoje, durante entrevista à imprensa em Luxemburgo, que a nova companhia resultante da fusão com a Arcelor deve buscar aumentar sua presença na China e não tem interesse em adquirir siderúrgicas no Japão. "Os dois grupos dividem a mesma opinião sobre o mercado chinês. De ambos os lados, temos experiência em trabalhar no país e isso deve ser discutido nas próximas semanas", disse o executivo.A capacidade de produção combinada da Arcelor e Mittal chega a 120 milhões de toneladas de aço por ano. Operacionalmente, a Arcelor Mittal vai se concentrar na qualidade do aço em vez do volume, segundo o chairman da Arcelor, Joseph Kinsch. Questionado sobre o destino das operações de aço inoxidável do grupo, Kinsch disse ser prematuro falar sobre o futuro das atividades neste segmento. "Iniciamos uma revisão da operações".A Arcelor e a Mittal também ainda não entraram em acordo sobre o futuro da canadense Dofasco, unidade adquirida pela Arcelor em janeiro. A Mittal havia proposto vender a Dofasco ao grupo alemão ThyssenKrupp AG se adquirisse a Arcelor, mas a Arcelor transferiu esses ativos para uma holding holandesa e declarou que faria tudo o que estivesse a seu alcance para evitar a venda da siderúrgica canadense.O diretor financeiro da Mittal, Aditya Mittal, afirmou que até o momento as duas empresas não entraram em consenso sobre a questão, mas o conselho da Arcelor agora precisa decidir sobre o futuro da Dofasco. Kinsch admitiu que o conselho da Arcelor discorda da Mittal e acredita que a Dofasco deveria permanecer como parte da nova companhia. O assunto pode ser decidido pelos reguladores dos EUA, que ordenariam a venda da Dofasco ou outros ativos na América do Norte para resolver preocupações sobre concorrência e aprovar a formação da Arcelor Mittal.Enquanto isso, Lakshmi Mittal afastou rumores de que a companhia poderia se desfazer as operações em Kryvorizhstal, na Ucrânia. O executivo disse estar muito feliz com a usina local e a nova companhia poderia, inclusive, aumentar os investimentos na Kryvorizhstal. Com informações da agência Dow Jones.

Agencia Estado,

26 de junho de 2006 | 12h18

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