Nova TJLP foi uma sinalização ao mercado, diz ministro

O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, disse hoje que na decisão sobre a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) para o segundo trimestre do ano, o Conselho Monetário Nacional (CMN) procurou dar uma "sinalização" para o mercado. O CMN, formado pelos ministros da Fazenda, Planejamento e o presidente do Banco Central (BC), fixou, na sexta-feira, em 8,15% a taxa que serve de referência para os empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A reunião foi a primeira da qual participou o novo titular da Fazenda, Guido Mantega - que anteriormente defendia um corte mais acentuado, de dois pontos porcentuais, nos juros de longo prazo. Bernardo classificou como "significativa" e "adequada" a redução de 0,85 ponto porcentual. "Isso foi feito levando em consideração aspectos técnicos e também a sinalização que o ministro Guido, que o ministro (Henrique) Meirelles (presidente do BC) e o ministro do Planejamento queriam dar para os agentes da economia, para o mercado em maneira geral. Acho que foi uma medida adequada", afirmou o ministro, salientando que um dos pontos levados em conta na decisão foi o risco país. Ele afirmou que confia na manutenção da redução dos juros, mas procurou desvincular os movimentos de queda da taxa básica (Selic) e dos juros de longo prazo. "Elas (as taxas) correm meio em paralelo. Eu acredito de maneira geral que nós temos as condições para que as taxas de juros continuem caindo", disse Bernardo. O ministro participou da programação que antecede a Assembléia Geral de Governadores do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), em Belo Horizonte. Bernardo, que é o governador do Brasil no evento, se reuniu com o ministro da Fazenda da Bolívia, Luis Alberto Catacora. Ele negou que um dos assuntos a serem discutidos no encontro seria a crise do gás envolvendo a Petrobrás e o governo boliviano. "Vamos tratar dos assuntos pertinentes a esse encontro e ao Banco Interamericano de Desenvolvimento. Esse é um assunto mais do Ministério da Minas e Energia, da Petrobras, das relações Exteriores, não é da alçada do Planejamento".

Agencia Estado,

01 Abril 2006 | 18h36

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