Nova York aproveita petróleo para ajustar-se em alta

As bolsas norte-americanas devolvem parte das perdas dos dois últimos pregões, graças à queda do petróleo e à ausência de declarações desfavoráveis no discurso da presidente do Fed de Cleveland, Sandra Pianalto. Às 13h14 (de Brasília), o índice Dow Jones subia 0,31% e o Nasdaq avançava 0,23%; o S&P 500 subia 0,16%. Na quarta-feira, o Dow Jones perdeu 0,55% e mais 0,66% ontem; o Nasdaq fechou em baixa de 1,72% na quarta-feira e cedeu mais 0,58% ontem. O índice S&P 500 fechou com desvalorização de 0,99% e de 0,48%, respectivamente, na quarta-feira e na quinta-feira. Pianalto fez considerações mais ponderadas sobre a inflação do que sua colega de Fomc, Janet Yellen. Segundo a presidente do Fed de Cleveland, a economia norte-americana ainda enfrenta o risco da pressão sobre os preços e por isso o Fed deve manter vigilância, mas, ao mesmo tempo, ponderou que o total efeito dos apertos já realizados na política monetária não se refletiu na economia. Ontem, Yellen argumentou que a inflação poderá levar anos para ajustar-se à zona de conforto do Fed, entre 1% e 2% - para o núcleo do índice de preços PCE. A presidente do Fed de São Francisco disse também que o Fed deveria manter um viés de alta para as taxas, prevenindo-se, caso a inflação persista. O mercado também não se deixa influenciar pela queda de mais de 2% das ações da Lennar Corp, a terceira maior construtora dos EUA, que, como outras duas concorrentes, revisou em baixa suas projeções de resultado, citando deterioração nas condições do setor imobiliário. Embora a queda do petróleo esteja favorecendo as expectativas de retração na pressão inflacionária, prejudica, pelo terceiro pregão consecutivo, o desempenho dos papéis de companhias de petróleo e gás. Mas a pressão hoje não é expressiva. As informações são da Dow Jones.

Agencia Estado,

08 de setembro de 2006 | 13h22

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