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Nova York deve abrir ainda sob efeito Bernanke

Os índices futuros apontam para uma abertura em baixa das bolsas norte-americanas nesta quinta-feira, 20. Os sinais mais claros dados na quarta-feira, 19, pelo presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, de que a política monetária para estimular a economia dos Estados Unidos deve mudar neste ano seguem provocando fortes ondas de venda em Wall Street e mundo afora. Além disso, pedidos de auxílio-desemprego piores que o previsto e dados fracos da China ajudam a alimentar ainda mais o mau humor dos investidores nesta manhã. Às 10h15 (de Brasília), o Dow Jones futuro perdia 0,50%, o Nasdaq recuava 1,02% e o S&P 500 tinha baixa de 1,04%.

ALTAMIRO SILVA JÚNIOR, CORRESPONDENTE, Agencia Estado

20 de junho de 2013 | 10h37

Após a reunião na quarta-feira, 19, do Conselho Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), Bernanke afirmou a jornalistas que há consenso dentro do Fed para a redução do ritmo de compras mensais de ativos este ano, desde que a atividade econômica continue melhorando. Bernanke mostrou a clareza que os economistas e investidores esperavam há algumas semanas. E a reação do mercado na quarta-feira foi fortemente negativa, com as bolsas caindo, dólar subindo e o rendimento dos títulos do governo norte-americano aumentando.

Para o estrategista do Deutsche Bank, Jim Reid, Bernanke deixou o mercado ainda mais sensível aos próximos indicadores econômicos, ao deixar claro que o Fed vai se orientar pelos próximos números. Se eles vierem bons, o ritmo de compras de ativos será reduzido este ano. "A volatilidade que vai anteceder e se seguir a cada indicador importante da economia vai se multiplicar", destaca Reid em um relatório a clientes.

"Bernanke não deu uma data exata para reduzir os estímulos do Fed, mas mostrou as condições que precisam ser atingidas antes que esses estímulos mudem e os investidores reagiram como crianças mimadas", destaca o vice-presidente da Zacks Investment Research, Steve Reitmeister. Neste primeiro momento, há uma confusão na cabeça dos investidores, diz ele. Muitos acham que o fôlego para a alta das ações acabou junto com o fim de parte dos estímulos. Outros acham o contrário, que a economia crescendo mais abre espaço para novas altas. "O resultado dessas duas correntes é que o mercado vai ficar muito volátil", destaca em um e-mail a clientes nesta quinta-feira.

Ainda na ressaca do Fed, a quinta-feira terá agenda cheia de indicadores nos EUA, incluindo o índice de indicadores antecedentes de maio, calculado pelo Conference Board, e dados do setor imobiliário, que Bernanke destacou ontem na entrevista como um dos que têm puxado a recuperação do país. Às 11h (de Brasília) saem as vendas de moradias usadas de maio. A previsão do banco de investimento RBC Capital Markets é de expansão de 0,6% ante abril, para cinco milhões de residências.

O primeiro indicador do dia foram os pedidos de auxílio-desemprego, que subiram para 354 mil na semana encerrada em 15 de junho. A projeção dos analistas era de que as solicitações ficassem em 340 mil. Também foi divulgado o índice preliminar de atividade dos gerentes de compras (PMI) industrial de junho, do instituto Markit, que ficou em 52,2. Em maio, o indicador estava em 52,3.

Na China, o PMI da indústria atingiu o nível mais baixo em nove meses, caindo de 49,2 em maio para 48,3 em junho, segundo leitura preliminar. Números acima de 50 indicam expansão do ritmo da atividade manufatureira.

No noticiário corporativo, a quinta-feira é o último dia para os advogados do Departamento de Justiça dos EUA e a Apple fazerem comentários finais no processo que acusa a empresa de tecnologia de ter fechado acordos para elevar o preço de livros eletrônicos. Esta semana, na audiência, a Apple negou ter feito este tipo de acordo. No pré-mercado, a ação da Apple cedia 0,72%.

Já o papel do Facebook recuava 0,16%. Nesta quinta, a rede social convocou jornalistas para um anúncio. Como de praxe, sem especificar os detalhes. Uma das apostas dos analistas de tecnologia é que o Facebook vai anunciar um serviço de vídeo para o Instagram, a rede social de fotos quer permite o uso de filtros.

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