Nova York fecha em alta com dados econômicos e China

As bolsas de Nova York fecharam em alta nesta terça-feira, ajudadas por dados econômicos melhores que o esperado e pelo alívio das preocupações com a liquidez na China. O índice Dow Jones subiu 100,75 pontos (0,69%) e fechou a 14.760,31 pontos, enquanto o S&P 500 ganhou 14,94 pontos (0,95%), encerrando a 1.588,03 pontos. O Nasdaq avançou 27,13 pontos (0,82%) e fechou a 3.347,89 pontos.

AE, Agencia Estado

25 de junho de 2013 | 17h42

Os indicadores mais esperados desta terça-feira trouxeram notícias positivas. As encomendas de bens duráveis registraram alta de 3,6% em maio, acima da previsão de aumento de 3,2%. A confiança do consumidor medida pelo Conference Board avançou para 81,4 em junho, acima da previsão de 75,5. As vendas de moradias usadas também superaram a expectativa e subiram 2,1% em maio, para o nível mais alto desde julho de 2008. Já o índice de atividade industrial da região do Federal Reserve (Fed) de Richmond subiu para 8 em junho, de -2 em maio.

Entre outros dados, os preços das residências nas 20 maiores áreas metropolitanas dos Estados Unidos subiram 12,1% em abril ante igual mês de 2012, de acordo com a S&P/Case-Shiller. A estimativa era de avanço de 11,1%. Já o índice de preços das moradias medido pela Agência Federal de Financiamento Imobiliário (FHFA, na sigla em inglês) subiu 0,7% em abril, na comparação com março, abaixo da alta de 1,2% esperada.

Wall Street passava por baixas nos últimos dias, enquanto os yields (retorno ao investidor) dos Treasuries saltaram, em meio ao crescente temor de que o Fed possa começar a reduzir os estímulos ainda em 2013. Os juros dos Treasuries subiram novamente nesta terça-feira, mas a alta foi mais modesta do que nas sessões anteriores, permitindo que os investidores focassem nos dados econômicos positivos.

"Boas notícias são boas notícias hoje (25)", disse Joe Saluzzi, da Themis Trading. "Temos banqueiros centrais tentando acalmar todo mundo e um pequeno rali hoje, mas isso não significa que o período de baixa acabou." O rali desta terça nas ações sugere que os investidores ficam mais confortáveis com a ideia de que o Fed reduzirá estímulos, disse o estrategista Doug Cote, do ING U.S. Investment Management.

Também contribuíram para o otimismo de terça-feira as declarações de um funcionário do Banco do Povo da China (PBoC, o banco central do país), que afirmou que o risco de liquidez interbancária está sob controle e a volatilidade é temporária. O próprio PBoC afirmou, posteriormente, que forneceu liquidez ao mercado e disse que, de modo geral, não há falta de liquidez. O banco central chinês também pediu que as instituições financeiras controlem os riscos e prometeu estabilizar o mercado monetário do país.

No noticiário corporativo, as ações financeiras e de Telecoms lideraram as altas de todos os dez setores do S&P 500. Entre os componentes do Dow Jones, os destaques foram Bank of America (+3,01%) e Verizon Communications (+2,67%), enquanto o UnitedHealth Group foi o realce negativo e fechou em queda de 1,48%.

Na Europa, as bolsas fecharam em alta quase generalizada, com os principais índices encerrando a sessão com ganhos maiores que 1%. A Bolsa de Milão, no entanto, recuou 0,37%. Uma reportagem do jornal britânico "Daily Telegraph" afirmou que a Itália, provavelmente, precisará de um resgate financeiro da União Europeia (UE) dentro dos próximos seis meses, de acordo com o banco italiano Mediobanca. A crise econômica aprofunda-se no país e o aperto de crédito se espalha para grandes empresas, afirmou o jornal. Fonte: Dow Jones Newswires.

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