Nove mil funcionários da Varig serão demitidos, diz advogado do TGV

O advogado do Trabalhadores do Grupo Varig (TGV), Octávio Neves, disse hoje que a direção da companhia aérea comunicou que a nova empresa a ser criada após o leilão marcado para o dia 19 de julho nascerá com até 2 mil empregados, 9 mil a menos do que o quadro atual. Já a "antiga" Varig, que herdará as dívidas da empresa após o leilão, ficará com apenas 50 funcionários. A informação, de acordo com ele, foi dada durante uma reunião entre executivos e os principais credores da empresa, realizada hoje no Rio de Janeiro.Segundo ele, a maior preocupação é sobre quem vai arcar com os custos dessas demissões, estimados em US$ 80 milhões. "São atualmente 11 mil empregados e será feita a rescisão de cerca de 9 mil. Isto não está previsto em nenhum lugar no plano de recuperação judicial", afirmou Neves. O advogado disse que outro assunto discutido será a redistribuição desses empregos remanescentes na companhia.Durante a reunião, foi discutida ainda, de acordo com Neves, como será a partilha entre os credores do valor das dívidas que a Varig pode receber de ações movidas contra o governo federal e governos estaduais. Os recursos podem vir de uma ação de congelamento de tarifas (R$ 4,7 bilhões) e de créditos de ICMS (R$ 1,2 bilhão).

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