NY abre em alta após dado de emprego e PIB dos EUA

O clima é de cautela nos mercados globais, seja pelos problemas fiscais na Europa, pelos sinais de fraqueza da economia americana ou pela guerra cambial liderada por EUA e China. Mas a agenda de indicadores domésticos ajudou as Bolsas novaiorquinas abrirem em alta nesta quinta-feira.

Luciana Xavier, da Agência Estado ,

30 de setembro de 2010 | 10h38

Às 10h40 (de Brasília), o Dow Jones subia 0,52% aos 10.891,06 pontos, o Nasdaq registrava alta de 0,55% para 2.389,26 pontos e o S&P 500 tinha valorização de 0,57% aos 1.151,10 pontos.

O número de pedidos de auxílio-desemprego na semana até 25 de setembro caiu 16 mil, para 453 mil, bem mais do que os 5 mil estimados por analistas. Já a revisão final do PIB dos EUA do segundo trimestre mostrou crescimento de 1,7% ante estimativa de +1,6%.

Na Europa, a agência de classificação de risco Moody''s tirou o rating Aaa da Espanha, rebaixando o país para Aa1, com perspectiva estável. Na Irlanda, por causa dos problemas no sistema bancário, como o do Anglo Irish Bank - que vai precisar de capital total de ? 34,3 bilhões no pior cenário de estresse, o governo estima que o déficit orçamentário do país vai chegar a 32% do PIB este ano, um recorde para a zona do euro.

Na China, o governo já mandou hoje mensagem para os EUA de que penalizações comerciais poderão afetar seriamente as relações bilaterais entre esses dois países. Isso porque ontem os deputados norte-americanos aprovaram uma lei que permitirá ao Departamento do Comércio penalizar um país, por meio de tarifas sobre bens importados, caso conclua que as políticas cambiais do país de origem do produto equivalem a um subsídio. Um recado para que a China se movimente mais rápido para fortalecer o yuan.

Logo mais, às 11h (de Brasília), o presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano), Ben Bernanke, depõe sobre a implementação da lei Dodd-Frank em uma audiência com o Comitê Bancário do Senado. Aliás, o Fed parece dividido sobre se é preciso mais afrouxamento monetário quantitativo ou não.

O presidente do Fed de Boston, Eric Rosengren, parece apoiar a ideia; o presidente do Fed da Filadélfia, Charles Plosser, já se mostrou contrário a mais afrouxamento. Narayana Kocherlakota, do Fed de Minneapolis, tem se mostrado cético, mas diante de sua visão sombria para a economia, poderia pender para mais estímulos monetários na economia. De qualquer modo, analistas avaliam que se Bernanke decidir por reinvestir mais bônus atrelados a hipotecas em Treasuries (títulos do Tesouro dos EUA) de longo prazo, deve conseguir os votos necessários. A próxima reunião do Fomc é no dia 3 de novembro.

As ações AIG devem estar no foco das atenções, diante das notícias de que o governo dos EUA irá bater em retirada na participação na empresa, que foi resgatada durante a crise. O conselho da seguradora aprovou um plano para que o Tesouro converta suas ações preferenciais por ordinárias e as venda no próximo ano. Além disso, a AIG também anunciou a venda de duas unidades no Japão - a AIG Star Life Insurance e a AIG Edison Life - para a Prudential por US$4.2 bilhões em dinheiro mais uma dívida de US$ 600 milhões.

As ações da Mattel devem reagir a notícia de que a Fisher-Price, divisão da Mattel, anunciou recall de mais de 11 milhões de brinquedos.

A Nokia informou, depois de muitos atrasos, que irá começar a entregar os N8 smartphone. O celular deveria ter começado a ser entregue em junho. A companhia disse que o número de encomendas do N8 foi maior do que jamais visto com outro celular.

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