NY: Ações de tecnologia fazem Nasdaq subir

O mercado norte-americano de ações fechou com os principais índices em alta. O Dow Jones fechou no nível mais alto desde 16 de maio e o Nasdaq, agora com cinco altas consecutivas, no nível mais alto desde 3 de julho. Pela manhã, os principais índices oscilaram para cima e para baixo em reação aos dados revisados do PIB do segundo trimestre (que superou a estimativa preliminar, mas ficou abaixo das previsões) e aos dados dos estoques norte-americanos de petróleo na semana passada. No fim do dia, prevaleceu o sentimento positivo em relação ao setor de tecnologia. "Tivemos o consolo da revisão do PIB para cima, o que já se esperava. Isso e a nova queda dos juros dos Treasuries ajudaram o mercado a sustentar seus ganhos", comentou o estrategista Alan Gayle, da Trusco Capital Management. Entre as ações listadas no Nasdaq, o destaque foi Micros Systems, produtora de software para hotéis e restaurantes, com alta de 21%, depois de a empresa elevar sua projeção de lucro para o ano. As ações das indústrias de semicondutores também tiveram bom desempenho (Lam Research +7,3%, National Semiconductor +4,6%, FormFactor +6,7%, Intel +0,81%). No setor de tabaco, as ações do Altria Group (ex-Philip Morris) subiram 1,07%, depois de a empresa elevar seu dividendo trimestral. As ações da Lucent Technologies subiram 3,5%, depois de a consultoria francesa Proxinvest recomendar aos acionistas da Alcatel que rejeitem a proposta de fusão com a companhia norte-americana. O índice Dow Jones fechou em alta de 12,97 pontos (0,11%), em 11.382,91 pontos. A mínima foi em 11.356,81 pontos e a máxima em 11.405,24 pontos. O Nasdaq fechou em alta de 13,43 pontos (0,62%), em 2.185,73 pontos, com mínima em 2.167,48 pontos e máxima em 2.188,55 pontos. O Standard & Poor's-500 recuou 0,01 ponto (0,0008%), para 1.304,27 pontos. O NYSE Composite subiu 4,74 pontos (0,06%), para 8.388,38 pontos. O volume negociado na NYSE ficou em 1,289 bilhão de ações, de 1,386 bilhão ontem; 2.123 ações subiram, 1.215 caíram e 144 fecharam nos mesmos níveis de ontem. No Nasdaq, o volume alcançou 1,663 bilhão de ações negociadas, de 1,621 bilhão ontem, com 1.850 ações fechando em alta e 1.170 em queda. Os preços dos títulos do Tesouro dos EUA subiram, com correspondente queda nos juros. O mercado reagiu à primeira revisão dos dados do PIB dos EUA no segundo trimestre; também foi bem recebido o leilão primário de US$ 14 bilhões em T-notes de 5 anos. No fim do dia, o juro das T-notes de 10 anos estava no nível mais baixo desde o fim de março. Operadores disseram que boa parte do movimento de compra foi para ajustes de carteiras para o fim do mês. Pela manhã, o Departamento do Comércio informou que o PIB cresceu 2,9% no segundo trimestre; a estimativa preliminar era um crescimento de 2,5%, mas economistas previam uma revisão para 3,0%. No começo da tarde, o Tesouro vendeu US$ 14 bilhões em notes de 5 anos, colocadas à taxa máxima de 4,738%, com demanda considerada forte. O mercado também acompanhou declarações de dois dirigentes do Fed. Richard Fisher, presidente do Fed de Dallas, disse que a economia "está se desacelerando", mas que não prevê recessão e que o Fed "não está preocupado com estagflação". Já o presidente do Fed de Kansas City, Jeffrey Lacker, reiterou suas declarações anteriores de que a desaceleração da economia não tem sido suficiente para conter a inflação (Lacker é o integrante do Comitê de Mercado Aberto do Fed que votou contra fazer uma pausa no ciclo de apertos monetários na reunião de agosto; ele defendia uma elevação de 25 pontos-base na taxa dos Fed Funds). O chefe da mesa de Treasuries do Deutsche Bank, Jason Evans, chamou a atenção para o discurso a ser feito nesta quinta-feira pelo presidente do Fed, Ben Bernanke. "É a última oportunidade que ele terá de falar ao mercado antes da próxima reunião do Fed. O que ele disser será acompanhado com muita atenção", disse Evans. No fechamento em Nova York, o juro projetado pelos T-bonds de 30 anos estava em 4,909%, de 4,924% ontem; o juro das T-notes de 10 anos estava em 4,756%, de 4,779% ontem; o juro das T-notes de 2 anos estava em 4,812%, de 4,864% ontem. As informações são da Dow Jones.

Agencia Estado,

30 de agosto de 2006 | 18h34

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